Chegou a 46 o número de mortos pelas fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata de Minas Gerais entre a segunda-feira 23 e a madrugada desta quarta-feira, 25. Destas, 40 mortes ocorreram em Juiz de Fora e seis em Ubá. Os dados são do Corpo de Bombeiros do Estado.
Além disso, uma pessoa morreu eletrocutada devido à queda da fiação elétrica provocada pelo temporal. O óbito, porém, não é contabilizado entre as vítimas de deslizamentos e soterramentos.
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Ainda segundo os bombeiros, há 21 desaparecidos em Juiz de Fora e dois em Ubá. Nove equipes da corporação, com mais de cem militares, atuam na região. Há também milhares de pessoas que perderam suas casas: no total, cerca de 3,6 mil nos dois municípios mineiros.
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Destas, a maioria buscou abrigo em prédios públicos, enquanto outros foram para casas de parentes e amigos.
O governador Romeu Zema (Novo) decretou luto oficial de três dias em todo o Estado. “Estamos somando todos os esforços possíveis para salvar vidas e conter ao máximo os possíveis danos e riscos”, disse em coletiva de imprensa.
Já o presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), anunciou que o governo federal disponibilizará R$ 800 para cada pessoa desabrigada pelas chuvas na região mineira. A verba será liberada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e repassada às prefeituras dos municípios atingidos.
Chuvas dão trégua, mas risco em Minas Gerais continua
Nesta quarta-feira, as chuvas fortes deram uma trégua. Apesar disso, meteorologistas ressaltam que o risco segue elevado na região, principalmente por causa do solo encharcado. Nessa situação, até mesmo pancadas típicas de verão podem provocar novos deslizamentos.
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Além disso, o avanço de uma nova frente fria pode provocar mais chuvas intensas na Zona da Mata e no sul de Minas Gerais. As autoridades orientam que moradores de áreas de risco fiquem atentos aos alertas e evitem deslocamentos desnecessários. Em caso de emergência, os telefones são 193 (Bombeiros), 199 (Defesa Civil) e 190 (Polícia Militar).
O fenômeno responsável pelo volume extremo de chuva foi uma “supercélula”, tempestade severa, organizada e duradoura, capaz de provocar chuvas intensas, ventos fortes e granizo. Em Juiz de Fora, o acumulado superou o dobro da média prevista para todo o mês, tornando este o fevereiro mais chuvoso da história do município.






































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