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'Chuva preta' se espalha pelo RS devido às queimadas

Tempo instável pode repetir ocorrência do fenômeno em toda a Região Sul nos próximos dias

Balde com água escura depois de 'chuva preta' no Sul do RS | Foto: Izaura Plantikow/Débora Rodrigues/Carol Vianna
Balde com água escura depois de 'chuva preta' no Sul do RS | Foto: Izaura Plantikow/Débora Rodrigues/Carol Vianna

Moradores de várias cidades no sul do Rio Grande do Sul registraram “chuva preta” nesta terça-feira, 10. Municípios como Arroio Grande, São Lourenço do Sul, Pelotas e São José do Norte foram afetados pelo fenômeno.

Segundo o Centro de Pesquisas e Previsões Meteorológicas da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a fuligem das queimadas que se espalham pelo Brasil se misturou com a chuva, o que resultou na coloração escura da precipitação.

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De acordo com a Climatempo, o fenômeno também foi observado em cidades do norte do Uruguai, na fronteira com o Rio Grande do Sul.

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A previsão meteorológica indica que o fenômeno pode ocorrer em outras partes do Estado nos próximos dias, devido à continuidade das queimadas e às condições meteorológicas.

Sul pode ter novos episódios de “chuva preta”

Ainda de acordo com a Climatempo, durante entre esta quarta, 11, e sexta-feira 13, a previsão ainda é de chuva no Sul do Brasil devido ao deslocamento de uma frente fria no Sul do Brasil. Por isso, novos episódios de “chuva preta” podem ocorrer nos três Estados.

Esse cenário é resultado de uma combinação de fatores meteorológicos adversos, como a redução da umidade do ar, ondas de calor e bloqueio atmosférico, conforme alertado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Em Porto Alegre, o sol com tons alaranjados em contraste com o céu cinza tem chamado atenção dos moradores. Isso ocorre devido à interação dos raios solares com a fumaça das queimadas florestais que chegaram ao Estado.

Leia também: “Chuva preta: fuligem da queimada da Floresta Amazônica atinge o Rio Grande do Sul”

A qualidade do ar em Porto Alegre nesta terça-feira, 10, foi classificada como “insalubre” pela empresa suíça IQ Air.

O ranking varia entre “Bom”, “Moderado”, “Insalubre para grupos sensíveis”, “Insalubre”, “Muito insalubre” e “Perigoso”.

A concentração de partículas de até 2,5 micrômetros (PM2.5) na capital está quase 12 vezes acima do índice recomendado pelas diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Leia também: “Chuva alivia tempo seco em SP, mas calor volta no fim de semana”

Essas partículas são extremamente pequenas e podem ser inaladas e penetradas profundamente nos pulmões. Isso pode resultar em problemas respiratórios, como bronquite e asma, além de doenças cardiovasculares devido ao aumento da pressão arterial.

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2 comentários
  1. Dario Palhares
    Dario Palhares

    Em que pese a poluição atmosférica, essa chuva termina por fertilizar o solo.

  2. Antonio Carlos Hoff
    Antonio Carlos Hoff

    No Governo anterior tudo era culpa do bolsonaro. Agora são as condições climáticas e as queimadas criminosas como anda dizendo o iluminado de plantão. Cade a Greta e o pepino de capri

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