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Brasil

CGU investiga ação de servidores em caso das joias sauditas

A investigação também vai apurar a participação de servidores públicos de outros órgãos federais

joias
Investigação vai apurar participação de servidores públicos e autoridades | Foto: Reprodução / Controladoria-Geral da União

A Controladoria-Geral da União (CGU) decidiu instaurar uma Investigação Preliminar Sumária (IPS) para coletar elementos para análise dos fatos relacionados às joias que suspostamente seriam entregues para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pelo governo da Arábia Saudita.

De acordo com o órgão, a medida tem amparo no artigo 4º, inciso VIII, do Decreto nº 5.480/2005 — que trata do Sistema de Correição do Poder Executivo Federal — e foi tomada porque envolveria ações de autoridades. A investigação também pretende apurar a participação de servidores públicos de outros órgãos federais, e sua instauração é atribuída em consequência da complexidade do caso.

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Em resumo, a IPS é uma investigação de caráter preparatório, e não punitivo, que pode resultar em:

  • I – arquivamento, caso ausentes indícios do cometimento de infração administrativa por servidor público federal;
  • II – instauração de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), para responsabilização dos servidores possivelmente envolvidos; ou
  • III – celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), caso se entenda que a infração tem menor potencial ofensivo.

Chegada das joias ao Brasil

Ao desembarcar, no Aeroporto de Guarulhos (SP), em 26 de outubro de 2021, um dos assessores de Bento Albuquerque, então ministro de Minas e Energia, foi impedido de levar os presentes (um colar, um anel, um relógio e um par de brincos de diamantes, avaliados em cerca de R$ 20 milhões, dados como presente ao governo). Os objetos haviam sido recebidos pelo ministro, que representou Bolsonaro num evento, acompanhado de assessores.

Segundo Albuquerque, ele teve conhecimento do que eram os presentes apenas ao chegar ao aeroporto. Até então, a caixa com os objetos estava lacrada. Nem mesmo as autoridades da Arábia Saudita disseram o que havia nos pacotes, conforme o ex-ministro de Minas e Energia. Por causa da exigência de pagamento de imposto de importação e multa, os itens ficaram retidos na Receita Federal.

Um documento divulgado pelo ex-secretário Fabio Wajngarten mostra um agradecimento de Albuquerque à Arábia Saudita. No texto, o militar afirma que os objetos seriam “incorporados ao acervo oficial brasileiro”. No texto, não há menções a joias.

Investigação sobre as joias

A Polícia Federal (PF) abriu na segunda-feira 6 um inquérito para investigar as joias sauditas supostamente direcionadas à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e que foram apreendidas pela Receita Federal. O caso ficará sob a tutela da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários de São Paulo.

O pedido partiu do ministro da Justiça, Flávio Dino. De acordo com Dino, um ex-ministro de Estado e seus assessores teriam transportado as joias ilegalmente.

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5 comentários
  1. Abdoral Zulu
    Abdoral Zulu

    Antes eram os cheques do Queiróz;agora as jóias das Arábias.Bolsonaro caiu fora com a 2ª caixa.Família danadinha.

  2. Betão
    Betão

    Só o crucifixo que o Carniça Maldito tirou do Palácio quando saiu vale muuuuito mais que o tal colar. Cadê a imprensa nojenta pra divulgar?

  3. FATIMA
    FATIMA

    Falta muito pro Dino ser preso?
    Lugar de bandido é cadeia.

  4. Mario david wolfsohn
    Mario david wolfsohn

    mais um ato de retaliação do governo do PT. Deviam focar no Brasil.

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