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Cerca de 70 criminosos protegeram líder do CV em megaoperação

Ação das forças de segurança do Rio de Janeiro buscava prender o traficante Doca, um dos comandantes da facção

Comando Vermelho e PCC expandem atuação na Amazônia Legal | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
Comando Vermelho é a maior facção do Rio de Janeiro | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, expôs a estrutura de segurança do traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca — apontado como um dos líderes do Comando Vermelho (CV). Segundo a polícia, cerca de 70 homens faziam a proteção dele.

Doca, de 50 anos, conseguiu escapar durante a ação realizada na terça-feira 28. A informação foi revelada pelo analista Leandro Stoliar, no programa CNN Novo Dia. “Para ter uma ideia da importância do Doca, uma fonte da polícia disse que pelo menos 70 criminosos faziam a segurança dele no momento da operação”, afirmou.

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+ Corpos expostos no Rio de Janeiro foram adulterados para ‘construção de narrativa’

A ofensiva, considerada a mais letal da história do Estado, deixou 119 mortos, de acordo com números oficiais. Apesar da dimensão da operação, o principal alvo não foi capturado.

O Disque Denúncia oferece recompensa de R$ 100 mil por informações sobre o paradeiro de Doca — o mesmo valor pago, no passado, por informações sobre Fernandinho Beira-Mar.

Estrutura e treinamento dos criminosos

A megaoperação tinha como objetivo cumprir cem mandados de prisão contra lideranças do CV, entre elas Carlos da Costa Neves (Gadernau), Juan Breno Malta Ramos Rodrigues (BMW) e o próprio Doca.

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Segundo Stoliar, os criminosos são treinados em táticas de guerrilha, o que dificulta a aproximação das equipes. “Para chegar ao principal alvo, é preciso atravessar várias barreiras de criminosos que defendem o chefe da facção”, disse.

Detalhes da megaoperação Contenção

operação no rio de janeiro - corpos na penha
Moradores levam ao menos 50 corpos para praça no bairro da Penha, zona norte carioca, depois de operação conduzida pela Polícia Militar do Rio de Janeiro | Foto: Pedro Kirilos/Estadão Conteúdo

A Operação Contenção mobilizou 2,5 mil policiais, além de blindados e helicópteros, e teve como alvo lideranças do Comando Vermelho. O objetivo era cumprir cem mandados de prisão depois de mais de um ano de investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes.

Durante os confrontos, criminosos lançaram drones com exploxivos, incendiaram barricadas e bloquearam vias como a Linha Amarela, a Grajaú–Jacarepaguá e a Rua Dias da Cruz, no Méier.

3 comentários
  1. Fabian Berman
    Fabian Berman

    Os policiais do Rio arriscam suas vidas enquanto os melancias continuam com a pintura de meu fio.

  2. Lucy Pimenta de Lima
    Lucy Pimenta de Lima

    Piotto, Sem Filtro, 29/10/2025: “operação organizada, pensada”

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