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Brasil

Cerca de 1,9 milhão de veículos circulam com airbags defeituosos no Brasil

Desde 2011, mais de 17 milhões de convocações de recall foram realizadas; falha em dispositivos pode causar explosões

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Último caso fatal envolvendo airbags ocorreu em outubro | Foto: Freepik

No Brasil, aproximadamente 1,9 milhão de veículos ainda circulam com airbags defeituosos, apesar das iniciativas das montadoras para solucionar o problema.

Desde 2011, cerca de 17 milhões de convocações foram realizadas, visando que proprietários retornem às concessionárias para reparar ou substituir essas peças com problemas. Contudo, mais de 3,7 milhões de proprietários ainda não verificaram a condição dos airbags de seus carros.

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Fabricados pela empresa japonesa Takata, esses dispositivos foram utilizados em veículos de 17 montadoras entre 2001 e 2018. A falha de fabricação pode fazer com que os airbags explodam, lançando fragmentos perigosos no interior dos automóveis.

O defeito levou a empresa à falência em 2018, depois de ser obrigada a trocar mais de 42 milhões de airbags em decorrência dos incidentes.

Casos recentes

Em 1º de outubro, um caso fatal ocorreu em Brasília, quando uma assistente social foi atingida no pescoço por um fragmento de metal depois de uma colisão em uma faixa de pedestres.

Outros acidentes fatais relacionados a essa falha foram registrados em abril, em Vila Velha, no Espírito Santo, e em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.

Necessidade de recall de carros com airbags defeituosos pode ser verificada em aplicativos

Airbags da fabricante Nakata | Foto: Reprodução/Redes sociais
Sistema de airbags | Foto: Reprodução/Redes sociais

A necessidade de recall pode ser verificada pelos motoristas através do aplicativo CNH Digital ou pelo site do Senatran, inserindo o número do chassi ou a placa do veículo. Os reparos dos airbags são realizados gratuitamente.

Em entrevista ao programa Bom Dia Brasil, da TV Globo, a especialista em trânsito Michele Andrade afirmou que não atender ao recall representa um risco à segurança pública e coloca o motorista em situação irregular com as autoridades de trânsito.

“Se por acaso for pego em alguma fiscalização, ele pode ser multado e inclusive ter o veículo apreendido”, disse. “A situação de ter o veículo em recall e não atender à solicitação configura uma infração gravíssima.”

Ignorar o recall pode resultar em penalidades severas, como a apreensão do veículo.

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