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Celso Amorim diz que ordem de prisão para González complica negociações na Venezuela

Brasil e Colômbia tentam encontrar uma solução pacífica entre ditador Nicolás Maduro e oposição

maduro celso amorim
O assessor especial da Presidência, Celso Amorim (esq), e o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro (dir), durante encontro em Caracas - 08/03/2023 | Foto: Divulgação/Nicolás Maduro/Instagram

O assessor para Assuntos Internacionais da Presidência, Celso Amorim, disse que a ordem de prisão contra Edmundo González, opositor do ditador Nicolás Maduro na Venezuela, dificultou um possível acordo pacífico no país. Brasil e Colômbia tentam mediar uma negociação entre as duas partes.

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O Conselho Nacional Eleitoral, ligado ao regime chavista, declarou Maduro vencedor das eleições de julho, mesmo sem fornecer atas eleitorais. Por outro lado, González diz que ganhou o pleito eleitoral, com quase 70% dos votos.

Diante desse impasse, a Justiça venezuelana acatou um pedido do Ministério Público, ligado ao governo de Maduro, e emitiu um mandado de prisão contra González. Ele é acusado de cinco crimes e ignorou três intimações para depor.

+ Celso Amorim: oposição da Venezuela ‘não consegue provar’ vitória

De acordo com o jornal O Globo, Celso Amorim considerou a decisão da Justiça um obstáculo para um acordo.

“Torna tudo ainda mais difícil”, afirmou o assessor.

O diplomata descartou, contudo, uma postura mais forte do Brasil contra o ditador. “Eu sou do tempo da bossa nova; a gente nunca sobe o tom”, afirmou.

Reunião entre Lula e Censo Amorim discute acordo na Venezuela

Da esquerda para direita: o chanceler Mauro Vieira, o presidente Lula e o assessor especial Celso Amorim. Itamaraty não define Hamas como grupo terrorista | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Da esquerda para a direita: o chanceler Mauro Vieira, o presidente Lula e o assessor especial Celso Amorim | Foto: Ricardo Stuckert/PR

Com a intensificação da crise, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se reunir nesta terça-feira, 3, com o chanceler Mauro Vieira. Nos bastidores, contatos entre autoridades brasileiras e colombianas com representantes de Maduro e da oposição são esperados.

Leia também: “Sugestão de Celso Amorim para novas eleições recebe críticas da ditadura e oposição na Venezuela

Lula reiterou que não reconhece a vitória de Maduro nem da oposição: “A oposição fala que ganhou, ele fala que ganhou, mas não tem prova”, disse Lula em entrevista à Rádio MaisPB. “Estamos exigindo a prova. Ele tem direito de não gostar. Eu falei que era importante convocar novas eleições.”

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7 comentários
  1. Christian
    Christian

    Olhem só a foto perfeita dos 3 anões diplomáticos. O Ladrão está no meio…

  2. Paulo
    Paulo

    A diplomacia brasileira é um fracasso, uma vergonha para o país.

  3. Antônio de Padua de Oliveira
    Antônio de Padua de Oliveira

    COMPLICA NÃO, CELSINHO. ESSA AMIZADE PERDERARÁ PARA SEMPRE. ENQUANTO HOUVER DITADURA NA VENEZUALA HAVERÁ O APOIO DOS ESQUERDISTAS DO BRASIL, ÀQUELE SIMULADRO DE PAÍS.

  4. Leonardo de Almeida Queiroz
    Leonardo de Almeida Queiroz

    O ponto crucial é que na Venezuela tem votos impressos , e portanto prova material , o que nem o Lula nem seus apoiadores do STF admitem que aconteça no Brasil , daí fazerem tudo para esconder dos eleitores brasileiros que esse detalhe imposto pelo STF nas eleições de 2022 possibilitaram o crime perfeito, sem provas!

  5. Fabio
    Fabio

    De uma vez por todas, percebam como esse ladr4o é sutil em sua postura. A frase que ele pronunciou deveria ser essa: “A oposição fala que ganhou, E MOSTROU PROVAS. Ele fala que ganhou, mas não tem prova”. Pq isso é importante? A ausência desta parte da frase, dá força para esse ladr4o vender a ideia que será necessária novas eleições, para assim o ditador fazer o serviço novamente.

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