O Ministério Público de Santa Catarina abriu inquérito civil para investigar a conduta do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ulisses Gabriel no caso da morte do cão Orelha, em Florianópolis.
A apuração mira possíveis irregularidades na atuação do então chefe da corporação, incluindo suspeitas de abuso de autoridade, vazamento de informações sigilosas e improbidade administrativa.
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O procedimento foi instaurado pela 40ª Promotoria de Justiça, responsável pelo controle externo da atividade policial. Ulisses tem 15 dias para apresentar manifestação. A Promotoria afirma que a investigação foi motivada por uma série de representações sobre a condução do caso, além de apontar possíveis inconsistências nas apurações.
Defesa fala em atuação institucional e indaga investigação
A defesa de Ulisses Gabriel nega irregularidades e sustenta que ele não participou diretamente das investigações. Segundo os advogados, o então delegado-geral atuou apenas como porta-voz da Polícia Civil, função inerente ao cargo em casos de grande repercussão.
A defesa também afirma que o inquérito civil não seria o instrumento adequado, já que o cargo é equiparado ao de secretário de Estado, o que exigiria autorização do Tribunal de Justiça para eventual investigação criminal.
A Polícia Civil declarou que o caso foi conduzido com respeito à autonomia dos delegados responsáveis e sem indícios de interferência da chefia. Ulisses deixou o comando da Polícia Civil em 2 de março para disputar as eleições deste ano.
Ele é pré-candidato a deputado estadual e se filiou ao PL no domingo 15, em ato com a presença do governador Jorginho Mello. Durante a investigação do caso Orelha, Ulisses foi alvo de críticas, embora o inquérito estivesse sob responsabilidade direta de outros delegados.
Morte do cão Orelha gerou comoção e controvérsia

O cão comunitário Orelha morreu em 5 de janeiro, depois de ser supostamente atacado na madrugada anterior, em Florianópolis. Resgatado por moradores, ele não resistiu aos ferimentos e morreu em uma clínica veterinária.
A Polícia Civil pediu a internação de um adolescente suspeito. Um vídeo mostra quando um jovem sai de um condomínio às 5h25 e retorna às 5h58 — intervalo em que a agressão teria ocorrido.
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A defesa do adolescente nega envolvimento e afirma que não há provas. Também aponta desinformação nas redes sociais e relata ameaças contra familiares. O laudo pericial feito depois da exumação não identificou a causa da morte, mas não descartou a possibilidade de trauma.





































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