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Câmara de Manaus aprova uso da Bíblia como livro paradidático em escolas

Texto estabelece que 'nenhum aluno deverá ser obrigado' a participar de leituras; proposta vai para sanção do prefeito

A Bíblia é o livro mais vendido e lido do mundo | Foto: Reprodução/Freepik
A Bíblia é o livro mais vendido e lido do mundo | Foto: Reprodução/Freepik

A Câmara Municipal de Manaus aprovou na quarta-feira 29 o projeto de lei (PL) 216 de 2023, que autoriza o uso da Bíblia como recurso paradidático nas escolas da cidade.

O texto, de autoria do vereador Raiff Matos (DC), permite às escolas públicas e particulares a utilizarem a leitura da Bíblia para a propagação cultural, histórica, geográfica e arqueológica de seu conteúdo em sala de aula.

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A proposta foi aprovada em segunda discussão pelos vereadores e estabelece que nenhum aluno deverá ser obrigado a participar das atividades. A medida garante a liberdade de opção religiosa e filosófica de cada estudante.

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escola municipal Manaus
Nenhum estudante deverá ser obrigado a participar das atividades envolvendo a Bíblia, O projeto garante a liberdade de opção religiosa e filosófica de cada aluno | Foto: Divulgação/Secretaria Municipal de Educação de Manaus

Bíblia como ferramenta pedagógica

Matos afirmou que a aprovação é “uma vitória pessoal e também de muitas famílias”.

“Agora é esperar a sanção do prefeito, que certamente não irá se opor à inclusão do conteúdo do livro mais importante da história da humanidade”, declarou.

O vereador também destacou que a Bíblia não pode ser considerado um livro “unicamente religioso”, mas também é “natureza literária, arqueológica, histórica e cultural”.

“É um tesouro de conhecimento e as escolas não podem deixar de aproveitar seu conteúdo”, complementou

Em sua justificativa, Matos alegou que o projeto é uma realidade em outras partes do país, tendo leis em outros municípios como Petrolina (PE), Xangri-lá (RS), Teresina (PI), Campina Grande (PB) e Itapema (SC).

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2 comentários
  1. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    Na realidade o correto deveria ser o de permitir a liberdade total de abordagem religiosa e ideológica, já que ambas se nutrem da subjetividade da fé.
    O que deveria, portanto, ser garantido, além da certeza da incerteza de cada uma das doutrinas em questão que envolva religião e política – porém com ênfase na instrução mínima de qualidade (matemática, português, física, química, ciências naturais e correlatas -, seria uma discussão ampla, irrestrita e suficiente, de maneira a permitir a evolução da capacidade de discernimento de cada no sentido para decidir por si!

  2. José Luís da Silva Bastos
    José Luís da Silva Bastos

    Parabéns, isto se chama liberdade religiosa e de expressão ,cada um escolhe o seu caminho.

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