Pesquisadores identificaram contaminação química em brinquedos infantis vendidos legalmente no Brasil.
A análise encontrou substâncias tóxicas em quase metade dos produtos avaliados.
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Em muitos casos, as concentrações superam os limites definidos por agências de fiscalização nacionais e internacionais.
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Cientistas da Universidade de São Paulo e da Universidade Federal de Alfenas conduziram a investigação. Eles analisaram 70 brinquedos comprados em lojas populares e shoppings de Ribeirão Preto (SP). Todos os itens eram destinados a crianças de até 12 anos. A revista científica Exposure and Health divulgou os resultados.
O estudo detectou 21 elementos com potencial tóxico. Entre eles estão chumbo, cromo, antimônio e bário — todos com efeitos nocivos à saúde. O chumbo apareceu acima do permitido em 32,9% dos brinquedos. Pesquisadores identificaram bário em 44,3% das amostras, com níveis até 15 vezes acima do limite legal.
O trabalho concluiu que grande parte dos produtos não cumpre as regras do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia nem da União Europeia. A exposição a esses metais varia conforme o tempo de uso e o contato com a boca, o que torna o risco ainda mais preocupante.
Análises indicam origem comum da contaminação em brinquedos
A análise usou uma técnica de espectrometria de massa com plasma indutivamente acoplado (ICP-MS), que detecta quantidades mínimas de metais. Os testes incluíram simulações de contato com saliva e suco gástrico, para verificar o quanto das substâncias poderia ser liberado no organismo da criança.
As taxas de liberação variaram entre 0,11% e 7,33%. Isso indica que apenas uma pequena parte do metal presente no brinquedo entra em contato direto com o corpo. Mesmo assim, os pesquisadores alertam: a presença em altas concentrações continua perigosa.
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Os brinquedos mais contaminados pertencem a diferentes faixas de preço. Alguns itens com tintura bege apresentaram os piores resultados, possivelmente por causa do pigmento usado. Os pesquisadores também notaram padrões repetidos entre os brinquedos com níquel, cobalto e manganês, o que pode indicar origem comum de fabricação.
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