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Brasileira espera decisão da Justiça do Egito sobre guarda do filho levado ilegalmente pelo pai

Karin Aranha terá uma nova disputa judicial em 26 de novembro, data do aniversário da criança

Tanto Karin Aranha quanto o filho Adam estão no Egito | Foto: Divulgação/Arquivo pessoal
Tanto Karin Aranha quanto o filho Adam estão no Egito | Foto: Divulgação/Arquivo pessoal

A brasileira Karin Aranha aguarda uma decisão da Justiça do Egito sobre a guarda do filho Adam, levado ilegalmente pelo pai egípcio, Ahmed Tarek Mohamed Fayz, em 2022. O julgamento está marcado para o dia 26 de novembro, justamente no aniversário da criança. A audiência ocorre depois de três anos de disputa judicial e diplomática, que começou quando o menino deixou o Brasil sem autorização da mãe.

“Fizemos tudo que pudemos”, disse Karin, referindo-se à ação. “Mas, se não me derem a guarda do Adam, entrarei com processo novamente. Não vou desistir dele.”

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Um sequestro ignorado pelo Brasil

O caso começou em setembro de 2022, quando Karin desembarcou no Aeroporto de Guarulhos (SP), depois de quase um ano de trabalho em Londres, e descobriu que o marido havia fugido com o filho pequeno. Ao chegar em casa, encontrou portas arrombadas, documentos sumidos e nenhum sinal da criança.

A mãe registrou boletim de ocorrência e notificou a Polícia Federal, mas o menino já havia deixado o país, passando pelo Paraguai e pela Espanha até chegar ao Egito. De lá para cá, o nome de Adam aparece na lista amarela da Interpol, como criança desaparecida, e o pai está na lista vermelha, como foragido internacional.

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Karin afirma que, desde o desaparecimento, não tem contato com o filho e que não recebeu apoio efetivo do governo brasileiro. O Itamaraty acompanha o caso, mas, segundo a mãe, “a ajuda é mínima e lenta”.

Disputa sob a lei islâmica

A batalha judicial é dificultada pelo fato de o Egito não ser signatário da Convenção de Haia, que prevê o retorno imediato de menores levados ilegalmente para outro país. Além disso, o processo corre sob a lei islâmica, em que as decisões sobre guarda podem levar em conta fatores religiosos e culturais.

Em uma das audiências anteriores, a Corte egípcia chegou a negar a guarda à brasileira com base em uma foto antiga em que Karin aparecia ao brindar com água com gás — gesto interpretado como “apologia ao consumo de bebida alcoólica” e considerado inapropriado pela Justiça local.

Karin e seu filho | Foto: Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

Desde 2024, Karin vive no Cairo, onde aluga um pequeno quarto e sobrevive de doações enquanto tenta reverter a decisão. Ela aprendeu árabe, converteu-se ao islamismo e participa de todas as audiências para acompanhar o caso.

A nova audiência representa uma última chance de reaver o filho antes que o processo seja encerrado em definitivo pela Justiça egípcia. Caso a decisão seja desfavorável, Karin promete recorrer e começar uma nova ação.

Leia também: “O filho roubado”, reportagem publicada na Edição 273 da Revista Oeste

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1 comentário
  1. Inteligencia Artificial
    Inteligencia Artificial

    Os dois adultos estao destruindo a vida da criança para sempre, os traumas sempre estarao para o resto da vida. O egoismo, a certeza de ser dono (a) do filho esta acima de tudo, mas esquecem que o garoto ira crescer, ser adolescente e assim o calvario dos pais ira iniciar.

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