Dados do MapBiomas mostram que, entre janeiro e agosto deste ano, os focos de incêndio destruíram 4,2 milhões de hectares no Brasil. No mesmo período do ano passado, o fogo devastou 12 milhões de hectares, uma queda 66%.
Apesar da retração, o bioma mais afetado continua sendo o cerrado. Em agosto, o fogo avançou sobre 1,2 milhão de hectares da região. Em seguida, aparecem a Amazônia (401,8 mil), a Mata Atlântica (62,2 mil), a caatinga (37,3 mil), o Pantanal (7,1 mil) e o pampa (1,2 mil).
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste
No mesmo mês, os incêndios atingiram 1,7 milhão de hectares no país. Tocantins encabeça a lista dos Estados mais afetados, com 401,6 mil hectares queimados. O levantamento também destaca os casos registrados em Mato Grosso, Maranhão, Piauí, Goiás e Amazonas.
Segundo o sistema BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o número de focos em agosto caiu 73% em relação ao mesmo mês de 2024.
O total passou de 68 mil para 18 mil ocorrências. Entre janeiro e agosto, o país somou 47 mil focos, uma redução de 62,6% na comparação com os 127 mil registrados no mesmo período do ano passado.
Brasil transformou mais de 110 milhões de hectares em 40 anos
Além dos dados sobre incêndios, o MapBiomas divulgou o histórico de transformação de áreas naturais no país. Entre 1985 e 2024, o Brasil perdeu em média 2,9 milhões de hectares por ano, somando uma redução acumulada de 111,7 milhões de hectares.
Em 1985, 47% dos municípios brasileiros tinham pastagens ou lavouras como uso majoritário do solo. Em 2024, esse porcentual saltou para 59%. As áreas destinadas à agricultura cresceram 236% em quatro décadas, e as pastagens, 68%.
+ Leia também: “Poluição do Rio Tietê diminui”
A nova edição do relatório também traz dados inéditos sobre a ocupação de usinas fotovoltaicas. Entre 2015 e 2024, a caatinga concentrou 62% da área mapeada para esse tipo de geração de energia no país.





































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.