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Brasil registra 1,6 mil focos de queimadas em abril

O fogo atingiu principalmente o cerrado e a Mata Atlântica, mas em escala menor que no mesmo mês do ano passado; 2024 terminou com o pior número de incêndios desde 2010

Queimadas na Amazônia no Pará
Árvores cortadas são queimadas na floresta amazônica no município de Bujaru, interior do Pará, próximo à Rodovia Perna Leste | Foto: Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo

O Brasil registrou 1,64 mil focos de incêndio em abril de 2025. O número representa uma queda de 37,2% comparado ao mesmo mês em 2024, quando houve 2,61 mil ocorrências. O cerrado concentrou a maior parte das queimadas, com 595 registros, equivalente a 36,3% do total, segundo dados do BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Todos os seis biomas brasileiros apresentaram incidência de fogo. A Mata Atlântica teve o segundo maior número, com 334 focos (20,4%). De 1º de janeiro a 30 de abril, o país acumulou 8,95 mil focos de incêndio.

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Foto: Reprodução/MapBiomas

No primeiro trimestre de 2025, a área queimada no Brasil foi 69,57% menor do que no mesmo período em 2024. De acordo com o Monitor do Fogo, do MapBiomas, 913 mil hectares foram atingidos pelas chamas nos três primeiros meses deste ano, ante os 3 milhões de hectares registrados entre janeiro e março do ano anterior.

Queimadas em 2024 atingem área maior que a Itália

O ano passado terminou com 278,3 mil focos de incêndio no país — um aumento de 46,5% em relação a 2023, que teve 189,90 mil ocorrências. Além do crescimento nos focos, o Brasil enfrentou em 2024 uma seca histórica, considerada a pior dos últimos 75 anos, conforme o Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade.

Estados mais afetados em março | Foto: Reprodução/MapBiomas

O número de incêndios em 2024 foi o mais alto desde 2010. Ainda assim, 2007 segue como o pior ano da série histórica. A área devastada pelas queimadas em 2024 cresceu 79% em relação a 2023, somando 30,86 milhões de hectares — uma extensão superior à do território da Itália, de acordo com a apuração do portal Poder360.

Desse total, 73% correspondem à vegetação nativa, sendo 25% em áreas florestais. As queimadas em pastagens representaram 21,9% das áreas atingidas no ano.

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3 comentários
  1. Roberto Lopes Bezerra
    Roberto Lopes Bezerra

    Mas Lula não sabe de nada! Marina cinzas ninguém sabe onde está! A culpa deve ser de São Pedro!

  2. Ralf Pol
    Ralf Pol

    2024 foi o pior desde 2010, perdendo apenas para 3007. Tudo períodos de desgovernos ditos progressistas da esquerda atrasada e retrograda da América Latina.
    Cadê os ecologistas?????
    Ou a ecologia é mera desculpa para a narrativa da ideologia de esquerda?? Óbvio!!!!
    Imperam a hipocrisia, o cinismo e a má fé !!

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