Criminosos espancaram o repórter cinegrafista André Muzell, do canal Factual RJ e com passagem por Oeste. O ataque ocorreu nesta quinta-feira, 4, durante uma operação das polícias Civil e Militar na Vila Aliança, zona oeste do Rio de Janeiro. O jornalista acompanhava a ação. Bandidos o sequestraram, o agrediram e destruíram seus equipamentos.
Policiais militares do Batalhão de Choque socorreram Muzell. Os agentes o levaram para o Hospital Albert Schweitzer. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, seu estado de saúde é estável. Conforme testemunhas, a agressão ocorreu principalmente em razão do registro, por parte do cinegrafista, de áreas internas da comunidade. Ele perdeu dois dentes e teve prejuízo de R$ 40 mil em equipamentos roubados.
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Cinegrafista acompanhava busca por traficantes
O comando da PM acionou agentes para dar apoio ao cinegrafista. O canal Factual RJ tem mais de um milhão de inscritos no YouTube. Horas antes do episódio, seis criminosos mantinham um pastor e uma criança reféns. Militares eliminaram os bandidos na mesma ação que visava sobretudo prender traficantes da organização Terceiro Comando Puro (TCP).
Investigações apontam que eles foram os responsáveis pela morte de Sther Barroso dos Santos, em agosto, em Senador Camará, na região de Bangu. No período da manhã, houve intenso confronto. Trens e ônibus pararam assim de circular. Os traficantes usaram ônibus para interromper o trânsito em vias como a Avenida de Santa Cruz e a Estrada do Taquaral. Desse modo, tentaram impedir o acesso dos policiais.

Conforme as autoridades, o ataque aos bandidos decorreu de “uma ação planejada a partir de informações de inteligência que indicavam a presença de dois alvos da facção”.
Os alvos eram Bruno Loureiro, o Coronel, chefe do tráfico na comunidade do Muquiço e apontado como assassino de Sther Barroso; e José Rodrigo Gonçalves Silva, o Sabão da Vila Aliança. Ele é acusado de comandar o ataque a tiros contra um helicóptero da Polícia Civil em março, ferindo o copiloto Felipe Marques Monteiro, que segue internado.
Leia também: “Onde o crime organizado não entra”, reportagem de Fábio Bouéri publicada na Edição 285 da Revista Oeste
Traficantes reagiram com disparos, atearam fogo a lixo e usaram veículos como barricadas. Até a última atualização, seis ônibus e dois caminhões estavam atravessados nas ruas. Na Estação Senador Camará, passageiros se protegeram no piso dos vagões, segundo o site g1.
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