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Banca reprova cotista de concurso do STJ: 'Branco, com nariz fino'

Bruno de Oliveira Félix, de 29 anos, é servidor do Tribunal Superior do Trabalho

Cebraspe
Para o cargo de analista legislativo, a Câmara oferece 35 vagas imediatas e 35 para cadastro reserva | Foto: Reprodução/Agência gov

O Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe) desclassificou um candidato cotista para negros em um concurso do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O portal Metrópoles divulgou as informações.

O Cebraspe “reprovou” Bruno de Oliveira Félix, de 29 anos, servidor do Tribunal Superior do Trabalho (TST), com base em suas características físicas. A organização o considera “branco, com nariz fino, lábios finos e de cabelo ondulado”.

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“Entendemos que o candidato não possui caracteres que o credenciam a concorrer às vagas reservadas às pessoas negras”, justificou a banca.

Bruno conquistou uma vaga no TST depois de ser aprovado no concurso do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios. Ele ingressou na Corte Superior por meio do aproveitamento da lista de candidatos e da vaga destinada a negros.

Ao Metrópoles, o servidor ressalta que “nunca foi considerado branco, muito menos de cabelos ondulados”. Ele acredita ser necessário “um alinhamento para acabar com esses tratamentos discrepantes”.

“É normal uma pessoa ser considerada parda em outros concursos e em um ser considerada branca?”, interpela Bruno.

O candidato pode recorrer para tentar reverter a decisão do Cebraspe. Caso a banca não o considere elegível para as cotas, Bruno será desclassificado do concurso.

Cebraspe desclassifica aprovada em Medicina na UnB

Há algumas semanas, o Cebraspe também desclassificou uma estudante autodeclarada parda aprovada no vestibular de Medicina da Universidade de Brasília.

Segundo o Metrópoles, Mariana Abreu Santos Póvoa, de 20 anos, usou o sistema de cotas raciais e alcançou a nota necessária para se classificar no concurso.

No entanto, a banca de heteroidentificação da universidade não a reconheceu como negra. A família acionou a Justiça para derrubar a decisão do Cebraspe.

+ Leia também: “STJ decide que falas de Bolsonaro sobre urnas não podem ser alvos de ação popular”

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