Quatro pessoas morreram na queda de um avião de pequeno porte em Aquidauana, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, na noite desta terça-feira, 23. Segundo o Corpo de Bombeiros, não houve sobreviventes.
Entre as vítimas estavam o chinês Kongjian Yu, arquiteto mundialmente conhecido, e o cineasta brasileiro Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz. Também morreram o documentarista Rubens Crispim Jr. e o piloto, Marcelo Pereira de Barros. A aeronave caiu poucos minutos depois da decolagem.
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Avião pegou fogo
O impacto provocou incêndio em uma área de vegetação próxima. Equipes de resgate controlaram as chamas rapidamente. A perícia isolou o local para coleta de informações. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) enviou técnicos para investigar as causas do acidente. A prefeitura decretou luto oficial de três dias.
Dois dias antes, no domingo 21, passageiros de um voo da Latam enfrentaram forte turbulência depois principalmente de uma colisão da aeronave com blocos de granizo. O avião partiu de Chapecó (SC) com destino a Guarulhos (SP). Conforme a companhia, o episódio não comprometeu a segurança operacional. Assim, o pouso ocorreu normalmente em São Paulo, às 11h22.
A influenciadora Eloisa Vani registrou o momento e relatou que alguns passageiros passaram mal. De acordo com ela, a sensação foi comparável a uma montanha-russa e durou cerca de 15 minutos. Apesar do pânico, os viajantes se acalmaram durante o trajeto.
Leia também: “Imprudência no ar”, reportagem de Fábio Bouéri publicada na Edição 256 da Revista Oeste
O acidente em Aquidauana e a turbulência no voo da Latam reacendem o debate sobre segurança aérea. Segundo os números do Cenipa, o fator que mais contribui para acidentes com vítimas é o “julgamento de piloto”. Ou seja, a decisão que ele toma de acordo com as circunstâncias. Ou a “inadequada avaliação, por parte do piloto, de determinados parâmetros relacionados à operação da aeronave”. Esse foi o motivo principal de 463 acidentes nos últimos dez anos.
Em segundo lugar (326 acidentes) está a “inadequação no uso dos comandos de voo da aeronave por parte do piloto”, seguida do “processo decisório” (244 acidentes) e da “atitude” (228), que têm relação direta com o descumprimento intencional de regras operacionais. Apenas 72 acidentes tiveram como principal motivo as condições meteorológicas.
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