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Brasil

Auxílio foi pago indevidamente a 7,3 milhões de pessoas

É o que aponta o Tribunal de Contas da União

Foto: Luis Lima Jr./FotoArena/Estadão Conteúdo

O Tribunal de Contas da União (TCU) estima que 7,3 milhões de pessoas possam ter recebido o auxílio emergencial de forma irregular e que mais 6,4 milhões de mulheres possam ter sido contempladas com a cota em dobro sem merecê-la. Os pagamentos indevidos foram calculados em R$ 54,66 bilhões — cerca de 18% dos R$ 293 bilhões efetivamente destinados ao programa no ano passado. O balanço final das fiscalizações sobre o auxílio emergencial foi divulgado nesta quarta-feira, 3, pela corte de contas. Os técnicos chamaram a atenção para o fato de que o valor desembolsado indevidamente pela União seria suficiente para bancar três parcelas adicionais de R$ 300 a 60 milhões de brasileiros.

Atualmente, está em discussão uma nova rodada do auxílio, com quatro parcelas de R$ 250 a até 40 milhões de brasileiros. Após resistir ao relançamento do benefício, a equipe econômica tem tentado limitar seu alcance para conter o impacto fiscal, já que a despesa será bancada com mais emissão de dívida pública e ficará fora do teto de gastos — que limita o avanço das despesas à inflação. Desde o início da implementação do auxílio, notícias de pagamentos indevidos revoltaram a sociedade. Pessoas com renda mais elevada e até servidores civis e militares foram flagrados recebendo o benefício, deflagrando fiscalizações dos órgãos de controle.

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Leia também: “‘O auxílio emergencial precisa voltar’, diz senador Oriovisto Guimarães”

Com informações do Estadão Conteúdo

1 comentário
  1. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    Pois é, quando o governo federal preparava o cadastro de CPFs. e outras informações sobre invisíveis para pagamento do auxílio emergencial, varias personalidades como Gilmar Mendes, artistas e outros opositores do governo, publicaram hashtags #paque logo. Entendo portanto que os apressadinhos deveriam ser responsabilizados pelas falcatruas. Como pode um notável do saber jurídico desconhecer as dificuldades para formar cadastros dos realmente necessitados para receber tal benefício? Não fosse o governo federal descobrir essas falcatruas, o ministro e seus colegas teriam investigado essas fraudes?

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