publicidade
Brasil

As mais lidas: veja momento em que delator do PCC é executado no Aeroporto de Guarulhos

Vinicius Gritzbach foi alvejado quando desembarcava de um voo na tarde de 8 de novembro

PCC
Câmeras de segurança mostram quando atiradores assassinam empresário ligado ao PCC no aeroporto | Foto: Reprodução/Twitter/X

Neste início de ano, Oeste traz novamente aos leitores reportagens que fizeram sucesso ao longo de 2024. O texto abaixo, publicado originalmente em 9 de novembro, informa que câmeras de segurança do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, registraram o momento em que Antonio Vinicius Lopes Gritzbach, delator do PCC, foi executado em 8 de novembro.

Leia a reportagem

Câmeras de segurança do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, registraram o momento em que Antonio Vinicius Lopes Gritzbach foi executado nesta sexta-feira, 8. O empresário delatou esquemas de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC).

Receba nossas atualizações

Entre os criminosos, afirmava-se que o prêmio pelo assassinato do delator era de R$ 3 milhões. Os atiradores estavam com o carro estacionado, à espera da vítima, que foi alvejada por volta das 16h.

+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste

Segundo a perícia, a dupla que atirou em Gritzbach portava dois fuzis e fez pelo menos 27 disparos.

Além do empresário, motoristas de aplicativo e uma passageira que desembarcava de outro voo foram atingidos, mas o quadro de saúde deles é considerado estável.

Nas imagens, Gritzbach aparece carregando uma mala de rodinhas quando é surpreendido pelos criminosos. Ele tenta fugir, mas é atingido pelos tiros e cai perto da faixa de pedestres.

Os vídeos do circuito interno também mostram o momento em que autores do crime fogem do local. Mais tarde, a polícia localizou o veículo em Guarulhos.

Empresário tinha ligação com o PCC

Antonio Gritzbach foi acusado pelo PCC de ter desviado R$ 100 milhões da organização e ter ordenado as mortes do traficante Anselmo Becheli Santa Fausta, o Cara Preta, e do motorista Antônio Corona Neto, o Sem Sangue, em dezembro de 2021. Os valores teriam sido entregues pelo criminoso a Gritzbach para que fossem lavados em criptomoedas.

Ligado ao tráfico internacional de drogas para a Europa, Cara Preta era acionista da empresa de ônibus UPBUs. Em apenas nove meses de 2020, ele movimentou R$ 160 milhões em contas bancárias, segundo relatório de inteligência financeira do Conselho de Controle de Atividades Financeiras.

O duplo homicídio teria sido cometido em parceria com o agente penitenciário David Moreira da Silva e Noé Alves Schaum, formalmente denunciado por ser o executor dos membros do PCC, foi assassinado em 16 de janeiro do ano passado. Com as mortes, o PCC chamou o corretor de imóveis para “conversar”.

Até o momento, pelo menos Portugal e Espanha teriam detectado a presença do PCC em suas penitenciárias | Foto: Reprodução/Twitter/X
O PCC é a maior facção criminosa do Brasil e já conta com membros no exterior | Foto: Reprodução/Twitter/X

Antonio Gritzbach sob cárcere privado

Em depoimento prestado às autoridades, Gritzbach descreveu ter ficado em poder da facção por nove horas durante o tribunal do crime. Ele foi liberado sob a promessa de que iria devolver a fortuna, mas foi preso. Ele ganhou liberdade condicional e passou a usar tornozeleira eletrônica em junho de 2023.

Dois meses depois, a defesa do homem ofereceu uma delação premiada ao Ministério Público. Em seus seis depoimentos, Gritzbach acusou dirigentes ligados a empresas de agentes de jogadores de futebol por lavarem dinheiro do PCC. Um dos envolvidos seria Danilo Lima de Oliveira, o Tripa, da Lion Soccer Sports, que seria um dos presentes no sequestro do corretor.

Segundo ele, Tripa era o mais violento entre os sequestradores, pois teria mandado o corretor ligar a familiares para se despedir e ameaçou esquartejar a vítima. A empresa da qual Danilo Oliveira é sócio agencia jogadores da Série A do Campeonato Brasileiro. O empresário também mencionou suspeitas de pagamento de propina à Polícia Civil na investigação da morte de Cara Preta.

Leia também: “PCC se instala em cadeias da Europa para aumentar poder no exterior”

Gritzbach já havia sido alvo de um atentado em dezembro do ano passado. Na noite de Natal, um tiro de fuzil foi disparado contra a sacada do apartamento onde morava, no Jardim Anália Franco, bairro de alto padrão na zona leste de São Paulo, mas o autor errou o alvo.

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade