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Apagão: instituições e moradores de São Paulo se unem para processar Enel

Até o momento, 537 mil consumidores permanecem sem luz

Apagão: instituições e moradores de São Paulo se unem para processar Enel
Falta de energia trouxe prejuízos à população e especialmente ao comércio de São Paulo | Foto: Divulgação/ABR

Depois do apagão de mais de 48 horas que afetou bairros inteiros de São Paulo, moradores e entidades buscam responsabilizar a Enel. Desde a última sexta-feira, 11, a falta de energia trouxe prejuízos à população, mas especialmente ao comércio. Até o momento, 537 mil consumidores permanecem sem luz na Grande São Paulo, sendo 354 mil deles na capital.

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A Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares de São Paulo (Fhoresp) anunciou que pretende processar a Enel. Ja o Procon-SP vai notificar a empresa nesta segunda-feira, 14. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, há também relatos de condomínios se organizando para ações coletivas, enquanto moradores planejam buscar ressarcimento individual pelos danos que sofreram.

Iniciativas legais e ações coletivas decorrentes do apagão em São Paulo

O Ministério Público decidiu incluir o apagão em um inquérito que investiga irregularidades no serviço da Enel. Ao mesmo tempo, a Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo (Arsesp) designou uma equipe para monitorar as atividades da companhia no Centro de Operações.

apagão em São Paulo, cidade no escuro
Um apagou neste sábado, 31 de agosto, deixou moradores de São Paulo sem luz | Foto: Reprodução/Redes sociais

“As causas e eventuais responsabilidades serão investigadas pela Arsesp para as devidas providências junto à empresa”, anunciou a instituição, em nota.

A Enel prometeu aumentar o número de funcionários em campo e afirmou que está modernizando sua rede. Especialistas orientam consumidores a reunirem documentos e provas dos prejuízos para possíveis ações judiciais contra a empresa. Além dos danos materiais, é possível solicitar compensações por danos morais.

Impactos do apagão no comércio de São Paulo

O restaurante Praça de Minas, localizado na Rua Treze de Maio, estima um prejuízo de R$ 80 mil devido à interrupção de suas atividades na sexta e no sábado. No domingo, o estabelecimento funcionou com um gerador, cujo custo de aluguel por hora é de R$ 800.

“Fechamos a loja em um dos dias de maior movimento. Reservamos um gerador e pagamos muito caro”, disse Raimundo Alves, gerente do restaurante. “Vamos terminar de contabilizar os prejuízos, até porque não é a primeira vez que isso acontece.”

Ações da Fhoresp e histórico de problemas

Ainda segundo o Estadão, a Fhoresp está acompanhando casos como esse e quer responsabilizar a Enel pelas perdas. A entidade representa mais de 502 mil negócios do setor, metade deles nas áreas afetadas.

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“Além de o bar e de o restaurante não conseguirem abrir, esses estabelecimentos não têm como acondicionar matéria-prima”, informou Edson Pinto, diretor-executivo da Fhoresp. “Sem energia, sem geladeira, sem freezer, os produtos perecíveis estão estragando. É um prejuízo terrível. E quem é que paga o prejuízo dos nossos associados?”, pergunta.

No ano passado, um blecaute na região metropolitana resultou em perdas de R$ 500 milhões, segundo a Fhoresp. A demora no retorno do serviço e o transtorno levaram o Procon a notificar a Enel, que tem 48 horas para responder às razões que levaram a cidade a essa crise e quais são as próximas medidas para mitigar perdas.

Multas milionárias

Durante o processo, o Procon pode solicitar documentos e fiscalizar. Caso decida aplicar multa, o valor pode chegar a R$ 12 milhões. Desde 2018, a Enel já foi multada em R$ 320 milhões, mas as duas últimas multas de R$ 95 milhões e R$ 165 milhões foram suspensas judicialmente.

A Enel reduziu seu quadro de funcionários nos últimos anos, de quase 27 mil, em 2020, para 15.721, em 2023. A empresa afirmou que essa redução não afetou suas operações.

Leia também: “Aneel informa que pode rever concessão da Enel depois de apagão em SP

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1 comentário
  1. Marcus Magalhães
    Marcus Magalhães

    Até pode processar a Enel, mas enquanto não for passado cabeamento subterrâneo os consumidores ficam na a mão da natureza. Pode triplicar equipe nada resolve sistema todo interligado leva horas só pra reiniciar e revisar todo ramal.

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