Um novo apagão atingiu o Brasil na madrugada desta terça-feira, 14, afetando todas as regiões do país. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a falha começou com um incêndio em um reator da Subestação de Bateias, no Paraná, o que interrompeu cerca de 10 mil megawatts de carga no Sistema Interligado Nacional. A interrupção afetou os subsistemas Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte.
O problema provocou a perda de 1,6 mil megawatts na Região Sul e acionou o Esquema Regional de Alívio de Carga nas demais. O corte foi de 1,9 mil megawatts no Nordeste, 1,6 mil no Norte e 4,8 mil no Sudeste.
Receba nossas atualizações
O ONS iniciou a recomposição imediatamente depois da ocorrência e restaurou totalmente o fornecimento em até duas horas e meia. Os agentes do setor se reunirão nesta terça-feira, 14. Segundo nota do Operador, eles concluirão o relatório técnico sobre a falha até sexta-feira 17.
Histórico de blecautes no país
O episódio mais recente se soma a uma sequência de interrupções no sistema elétrico brasileiro. Em agosto de 2024, Acre e Rondônia ficaram totalmente sem energia, e, dois meses depois, uma tempestade intensa deixou mais de 3 milhões de consumidores às escuras na Grande São Paulo.
No ano anterior, um apagão de grandes proporções afetou 25 Estados e o Distrito Federal. Na ocasião, as regiões Norte e Nordeste ficaram isoladas do restante do país por quase seis horas, em um dos incidentes mais graves da década.
O histórico de falhas mostra que o sistema enfrenta desafios recorrentes. Apenas em 2022, o país registrou 42 blecautes com duração superior a dez minutos. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o número de apagões aumentou neste ano em relação ao ano passado. Somente no primeiro semestre de 2025, a pasta registrou 22 ocorrências.
Problema antigo
A discussão sobre a segurança energética no país ganhou força há mais de 20 anos, durante o racionamento de 2001. Naquele período, o governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso determinou que 16 Estados e o Distrito Federal reduzissem o consumo de eletricidade em 20% por nove meses. A medida foi adotada por causa de uma seca prolongada e falhas no planejamento de geração e transmissão de energia.
O tema também era debatido durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo dados do Centro Brasileiro de Infraestrutura, ao menos 244 apagões acima de 100 MW ocorreram de 2011 e 2015, quando a petista estava no comando do Palácio do Planalto. Na época, obras de 33 usinas de fornecimento de energia estavam atrasadas.
Leia também: “Ministro minimiza apagão e descarta falta de energia“



Apagão nacional ocorre depois de incêndio em subestação no Paraná 


































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.