A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira, 30, uma medida que permite a regularização de produtos à base de Cannabis sativa pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e sua prescrição por médicos veterinários.
Com a medida, médicos veterinários habilitados pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) poderão prescrever medicamentos à base de Cannabis que estejam devidamente registrados pela Anvisa.
Receba nossas atualizações
+ Leia mais notícias de Brasil em Oeste
Os veterinários só poderão prescrever esses produtos em receitas especiais, a serem retidas nas farmácias, como já acontece com outros medicamentos e produtos controlados, a fim de garantir o seu uso estritamente terapêutico.
A medida atende a um pedido do CFMV e do Mapa. Atualmente, os veterinários já prescrevem medicamentos à base de substâncias controladas, assim como o Mapa já avalia a eficácia, a segurança e a qualidade de medicamentos controlados destinados ao uso veterinário.
Leia mais:
Medicamento de Cannabis e produto de Cannabis

A categoria de produtos de Cannabis foi criada em 2019, com o objetivo de contemplar um conjunto de produtos que, apesar das pesquisas promissoras, ainda não atenderiam aos requisitos técnicos elevados exigidos para ser considerados medicamentos.
Assim, os produtos com a planta autorizados pela Anvisa não possuem indicações específicas aprovadas na Agência. O seu uso e a indicação devem ser avaliados pelo profissional prescritor.
Já os medicamentos de maconha são enquadrados como medicamentos e seguem todas as regras específicas para esse tipo de produto, como a necessidade de apresentar estudos clínicos para comprovação da sua eficácia e segurança.
Até o momento, 15 Estados já aprovaram a inclusão da terapia canábica na lista de medicamentos da saúde pública. Há dez anos, a Anvisa autorizou a importação do primeiro canabidiol, para uma criança.
Apesar das medidas, as Casas Legislativas não aprovaram uma regulação abrangente que explore os benefícios terapêuticos da Cannabis e o potencial do cânhamo industrial, uma subespécie com menos de 0,3% de THC, a substância psicoativa da planta.
Leia também: “Ministério Público aciona Anvisa e farmacêuticas”, artigo de Guilherme Fiúza publicado na Edição 99 da Revista Oeste








































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.