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Brasil

Anvisa aprova novo tratamento para doença grave de pele

Cerca de 800 mil pessoas vivem com acne inversa no Brasil

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Cosentyx já era usado no tratamento de psoríase | Foto: Divulgação/everyone.org

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso de um novo medicamento para tratar a hidradenite supurativa (HS), uma grave doença de pele também conhecida como acne inversa.

A hidradenite supurativa é uma doença dermatológica crônica e inflamatória que afeta o folículo piloso, responsável pelo nascimento  dos pelos do corpo. A HS forma feridas com pus que podem, inclusive, ter mau cheiro.

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Há cerca de 800 mil pessoas com a acne inversa no Brasil. E 42% dos pacientes desenvolvem depressão e/ou ansiedade por causa das cicatrizes, que afetam a autoestima e a vida social.

As lesões da doença costumam aparecer em áreas de dobra, como na região perianal, nádegas, axilas e embaixo das mamas. Muitas vezes, essas lesões precisam ser drenadas. A doença está associada à variação hormonal, e os primeiros sintomas costumam aparecer entre os 12 e 19 anos.

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O Cosentyx (secuquinumabe) ganhou autorização para ser utilizado em 6 de novembro. Ele é o segundo medicamento imunobiológico autorizado para tratar a doença no país. O remédio é vendido na internet por valores que variam de R$ 5,6 mil a até R$ 9,9 mil.

“É uma doença devastadora, com uma das piores qualidades de vida que temos na dermatologia”, disse o dermatologista Wagner Galvão César, do Hospital Sírio-Libanês, ao portal Metrópoles. “É uma doença crônica grave e complexa. O tratamento consegue melhorar o quadro e evitar que evolua.”

O novo medicamento aprovado para tratar a acne inversa

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Hidrosadenite supurativa grau II em axila | Foto: Wikimedia Commons/Ziyad Alharbi†Email author, Jens Kauczok† and Norbert Pallua

O secuquinumabe é uma medicação injetável, fabricada pela farmacêutica Novartis. Ele é indicado para pacientes adultos, com quadro moderado a grave. O uso pode ser feito de modo semanal, quinzenal ou mensal, dependendo da fase e do tratamento indicado para cada pessoa.

O medicamento atua bloqueando o sinalizador da inflamação, a citocina IL-17A, importante no desenvolvimento de doenças inflamatórias e autoimunes. Nos ensaios clínicos, o remédio reduziu as crises da doença, o que ajudou os pacientes a sentirem menos dor.

Também reduziu o aparecimento de novas lesões e feridas inflamadas. O secuquinumabe já é utilizado para o tratamento de outras doenças inflamatórias, como psoríase em placas, artrite psoriásica e espondilite anquilosante. 

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