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Antes de bronze na Olimpíada, ginasta Lorrane Oliveira perdeu a irmã

Além do luto, em abril, a atleta do Flamengo enfrentou depressão na preparação para Paris 2024

Lorrane Oliveira, medalhista de bronze na ginástica artística nas Olimpíadas de Paris 2024
Lorrane Oliveira teve bom desempenho nas barras assimétricas, na final por equipes | Foto: Reprodução/Ricardo Bufolin/CBG

Lorrane Oliveira, ginasta brasileira de 26 anos, ajudou a equipe do Brasil a conquistar a primeira medalha olímpica na história da ginástica artística, com destaque nas barras assimétricas. A final por equipes ocorreu nesta terça-feira, 30, em Paris.

A trajetória de Lorrane até a medalha, sem dúvida, foi marcada por desafios. Em abril, poucos meses antes das Olimpíadas, ela perdeu sua irmã mais nova, Maria Luiza, de 21 anos. A causa da morte não foi divulgada.

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“Eu tô completamente sem chão, e procurando maneiras para entender como vou seguir minha vida sem você”, escreveu Lorrane em uma rede social.

Um dia depois da conquista, nesta quarta-feira, 31, Maria Luiza completaria 22 anos. A ginasta dona da medalha de bronze homenageou a irmã no Instagram. “Se você estivesse aqui, diria pro mundo que o melhor presente de aniversário foi essa medalha olímpica”, escreveu.

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“Seu orgulho e amor por mim eram imensos. Mas sei que, aí do céu, está orgulhosa e muito feliz. Pra sempre vou te amar, minha estrela”.

Lorrane Oliveira passou pelo luto e superou depressão

Lorrane Oliveira, medalhista de bronze na ginástica artística nas Olimpíadas de Paris 2024
Atleta sofreu com crises de ansiedade, durante os treinos | Foto: Reprodução/Ricardo Bufolin/CBG

Mesmo em luto, Lorrane continuou sua preparação para a competição. Ao saber do resultado final, não conteve as lágrimas.

Além da situação familiar, ela enfrentou depressão durante os treinos. “Não temos apenas a vida de ginasta, temos uma vida fora daqui”, revelou a ginasta em entrevista ao UOL. “Tive problemas fora do ginásio e estava muito desanimada para treinar. Tive depressão”.

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A ginasta contou que, durante os treinos, sofreu com crises de ansiedade. Ela recebeu apoio da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), do Comitê Olímpico do Brasil (COB), psicólogos e médicos.

Nascida no Rio de Janeiro em 1998, Lorrane começou sua carreira em um projeto de ONG, inspirada por Daiane dos Santos.

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