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Incêndios: governo prorroga atuação da Força Nacional no Amazonas

O Estado e toda a Floresta Amazônica bateram recorde de queimadas neste ano

O país vive uma seca histórica, com a pior estiagem em 44 anos | Foto: Mayangdi Inzaulgarat/Ibama
O país vive uma seca histórica, com a pior estiagem em 44 anos | Foto: Mayangdi Inzaulgarat/Ibama

O governo federal decidiu prolongar por 73 dias a atuação dos agentes da Força Nacional de Segurança Pública no Amazonas, com o objetivo de combater os incêndios florestais que afetam a região.

Essa extensão garante a presença dos militares entre 3 de outubro e 14 de dezembro. A medida busca intensificar os esforços para conter as queimadas. Isso é especialmente importante durante o período crítico de estiagem.

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Os agentes serão distribuídos em municípios estratégicos: Humaitá, Apuí, Boca do Acre, Lábrea e Novo Aripuanã. Esses municípios têm enfrentado grandes focos de incêndio, exigindo maior presença das forças de segurança.

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Segundo a portaria publicada no Diário Oficial da União, nesta sexta-feira, 27, os militares atuarão em operações de defesa civil ligadas ao meio ambiente. Além disso, eles vão realizar serviços de preservação da ordem pública, proteção da população e do patrimônio.

Incêndios em níveis alarmantes no Amazonas

Os incêndios na Amazônia têm atingido níveis alarmantes. Em 2024, o bioma amazônico superou o número de queimadas registrado no ano anterior.

Até o último sábado, 21, registraram-se 100,5 mil focos de incêndio, número que supera as 98,6 mil ocorrências de 2023.

As áreas em vermelho no mapa sinalizam os focos de incêndio no Amazonas | Foto: Reprodução/Maps
As áreas em vermelho no mapa sinalizam os focos de incêndio no Amazonas | Foto: Reprodução/Maps

A crise ambiental no Amazonas levou o Ministério da Justiça e Segurança Pública a autorizar a mobilização da Força Nacional em junho. Os municípios de Humaitá, Apuí, Boca do Acre, Lábrea e Manicoré receberam o apoio, inicialmente previsto para 120 dias. No entanto, devido à gravidade da situação, a necessidade de prolongar a intervenção ficou evidente.

Além disso, todos os 62 municípios amazonenses estão em situação de emergência em razão da intensa seca, que agrava ainda mais a vulnerabilidade da região diante dos incêndios.

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