Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) decidiram entrar em greve depois de assembleia realizada na noite desta quinta-feira, 23, pelo Centro Acadêmico XI de Agosto. A paralisação foi aprovada por 902 votos a favor e 459 contrários e começou nesta sexta-feira, interrompendo as aulas na tradicional escola do Largo São Francisco, no centro da capital paulista.
Os universitários reivindicam melhorias no refeitório e na estrutura do prédio, aumento do benefício de permanência estudantil para o valor de um salário mínimo paulista (R$ 1.804), melhor implementação das ações afirmativas e ampliação das bolsas de ensino, pesquisa e extensão. No início do ano, alunos apresentaram à diretoria um relatório que aponta problemas, como carteiras quebradas, goteiras, fios expostos, mofo e buracos nas paredes, inclusive no salão nobre.
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USP diz que mantém negociações
Em nota, a diretora Ana Elisa Liberatore Bechara afirmou que a gestão mantém “postura de permanente diálogo e mobilização” para buscar soluções com “escuta ativa dos estudantes”. A greve dos alunos ocorre quase simultaneamente ao fim da paralisação dos servidores da USP, encerrada depois de acordo com a reitoria depois de nove dias.
Segundo a diretoria, durante a greve os professores ficam desobrigados de ministrar as disciplinas e de repor o conteúdo. A administração informou ainda que os estudantes se comprometeram a não bloquear o acesso à faculdade nem usar mobiliário como obstáculos — prática registrada em piquetes de outros cursos, como na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo.
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A paralisação não afeta aulas de pós-graduação, atividades de extensão, bancas de defesa, consultas à biblioteca nem eventos previamente agendados. O Centro Acadêmico realizou ato na manhã desta sexta-feira na Cidade Universitária e programou, para a tarde e a noite, oficina de cartazes e cinedebate nas Arcadas do prédio histórico.
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