O estudante e youtuber Wilker Leão anunciou nesta terça-feira, 30, que retomou seus estudos em uma universidade pública depois de ter sido expulso da Universidade de Brasília (UnB). Ele agora está matriculado no curso de história da Universidade Estadual de Goiás (UEG), no campus de Formosa, localizado no interior do Estado, a cerca de 80 km de Brasília.
Leão ingressou na nova instituição por meio de vestibular regular, no qual obteve o primeiro lugar no processo seletivo para o curso. “O pessoal do contra aí (…) vai ter que me engolir”, declarou em vídeo publicado em seu canal no YouTube.
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O aluno foi desligado da UnB depois da conclusão de um processo administrativo disciplinar instaurado em novembro de 2024. A reitora da universidade, Rozana Reigota Naves, foi a responsável pela decisão, tomada com base em condutas consideradas inadequadas pela instituição. Segundo a UnB, Leão gravou e divulgou vídeos de aulas sem autorização dos professores, o que infringiria normas internas.
Em entrevista a Oeste, Leão classificou a decisão como “completamente absurda” e alegou que “não há lei alguma que proíba as gravações aos moldes que faço”. Ele também questionou a legalidade do processo disciplinar, afirmou que não foi notificado imediatamente sobre sua abertura e que testemunhas de defesa foram impedidas de depor ou se mantiveram em silêncio.
Segundo o estudante, houve tentativa da universidade de manter o caso em sigilo. “A universidade solicitou à Justiça Federal o sigilo do processo para impedir que eu exponha ao público toda essa perseguição”, declarou.
Além da expulsão, Leão relatou ter sido impedido de se matricular em outro curso na própria UnB, mesmo depois de ter sido aprovado no vestibular para ciências sociais. Ele criticou a medida e disse que teria sido punido duas vezes pela mesma conduta. “É simplesmente bizarro que uma universidade pública possa decidir não matricular determinado aluno por seus gestores terem criado um problema pessoal com ele”, afirmou.
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Leão afirmou que continuará seu trabalho de registrar a experiência como estudante universitário e expor o que ocorre dentro da sala de aula. “Se há doutrinação ou não, se o ensino é técnico, a gente vai mostrar simplesmente a realidade, como sempre”, declarou.
Segundo o estudante, o campus da UEG onde ele estuda possui uma característica distinta. “Na teoria, é uma universidade que não deveria ser dominada pelo esquerdismo ou aparelhamento, num lugar mais distante”, disse. Ele ressaltou ainda o perfil mais conservador da cidade: “É uma cidade com um público mais conservador e gente normal, não tem aqueles esquerdistas caricatos”.
No vídeo, Leão destacou uma placa localizada no campus com um versículo bíblico em homenagem aos primeiros alunos da unidade: “Seja sobre nós a graça do Senhor, nosso Deus, confirma sobre nós as obras das nossas mãos”, trecho do Salmo 90. Para ele, a inscrição é indicativo de um possível viés religioso na origem do campus. “Será que a esquerda consegue dominar até um lugar que se originou dessa forma?”, perguntou.
Ele afirmou que, apesar de residir em Brasília, percorrerá diariamente os 160 km de ida e volta até o campus da UEG para cumprir sua nova rotina acadêmica. “Rapaz, o que a gente não faz aqui para mostrar a realidade, né?”, encerrou.
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Parabéns , Wilker. Vc mostrou a podridão do Estado dentro da grade curricular ( não já aulas) . Há conversas fiadas. Espero que tenha sucesso pq já mostrou que pode vencer.
Eu me formei em 2 cursos em universidade estadual no Paraná. Felizmente, as estaduais não estão destruídas, os campi são bonitos, sem pichações e existe esquerdismo sim, mas muito pouco e e entre alunos de jornalismo, geografia e história. O resto é gente normal, mesmo.
Usp ,PUC , Unicamp,federais imagine a desgraça estudar com as putinhas do “paulo freire”