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Advogado com câncer terminal realiza 'velório em vida' em Campo Grande

Tiago Pitthan reuniu convidados em evento com música e homenagens

Tiago Pitthan, advogado com câncer terminal | Foto: Instagram/Reprodução
Tiago Pitthan, advogado com câncer terminal | Foto: Instagram/Reprodução

Diagnosticado com câncer de estômago sem possibilidade de cura, o advogado Tiago Martins Pitthan, de 49 anos, promoveu neste sábado, 30, um “velório em vida” em Campo Grande, reunindo amigos e familiares em uma celebração marcada por música, discursos e homenagens. A proposta foi transformar o momento em uma celebração da trajetória pessoal, enquanto ainda pode compartilhar lembranças e afetos.

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Pitthan convive com um adenocarcinoma gástrico, o tipo mais comum de câncer maligno no estômago. Conforme relatado pela revista Piauí, o diagnóstico ocorreu em 2024, depois de meses de dificuldades para se alimentar e exames que identificaram a doença em estágio avançado, já com disseminação para outras regiões do corpo, inclusive os pulmões. Desde então, ele passou a receber cuidados paliativos, tratamento voltado ao controle dos sintomas e à qualidade de vida, sem objetivo curativo.

O evento ocorreu em um antigo galpão de cervejaria, decorado com flores e discos pendurados, e reuniu apresentações musicais, food trucks e convidados de diferentes Estados. Em entrevista ao g1, Pitthan resumiu o significado do encontro: “Hoje não é uma despedida, hoje é dia de celebrar a vida”. No local, ele circulou entre os convidados, participou das homenagens e reforçou a ideia de que a doença não define sua existência.

“Tenho câncer, mas o câncer não me tem”

A inspiração para o “velório em vida” surgiu em agosto de 2024, durante o funeral do pai, Alan Pitthan. O advogado afirmou ter percebido a ausência do principal homenageado naquele momento. “Ninguém sabe mais sobre meu pai do que ele mesmo”, disse. A partir disso, decidiu organizar a própria cerimônia enquanto ainda estivesse presente.

Ao longo do tratamento, Pitthan passou a adaptar a rotina e incorporar novos hábitos. Ele trocou atividades físicas intensas pelo aprendizado de guitarra, passou a frequentar shows e decidiu reduzir o ritmo de trabalho. Segundo ele, a proposta é manter qualidade de vida enquanto o tratamento continua. “Tenho câncer, mas o câncer não me tem”, afirmou.

Leia também: “‘Na saúde pública, os pobres morrem sem necessidade’”, entrevista com Henrique Prata publicada na Edição 178 da Revista Oeste

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