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Acre: adolescente indígena sobrevive 11 dias perdido à base de frutas

Aos 13 anos, Davi Kaxinawa, que havia saído para atividades de caça e pesca em Mâncio Lima, perdeu-se ao alterar trajeto habitual

O adolescente Davi Kaxinawa, de 13 anos | Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
O adolescente Davi Kaxinawa, de 13 anos | Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Depois de 11 dias desaparecido em uma área de floresta densa no interior do Acre, um adolescente indígena do povo Puyanawa conseguiu sobreviver à base de frutas até ser localizado no domingo 5. Davi Kaxinawa, que havia saído para atividades de caça e pesca em Mâncio Lima, perdeu-se ao alterar o trajeto habitual. Ele só obteve socorro ao chegar a uma aldeia da região de Marechal Thaumaturgo.

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Em depoimento à Rede Amazônica Acre, afiliada da TV Globo no Estado, o jovem, de 13 anos, relatou que decidiu experimentar um novo caminho e, a partir desse momento, não conseguiu retornar. “Eu ia e voltava pelo mesmo caminho, até que mudei de ideia, mudei de caminho”, afirmou.

O período em que esteve desaparecido foi de 25 de março até 5 de abril. Ele enfrentou chuvas e a necessidade de manter a calma à espera de resgate.

A luta pela sobrevivência na floresta do Acre

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Vista aérea da Floresta Amazônica no Brasil | Foto: Shutterstock

O adolescente contou que sua alimentação durante os dias na floresta teve a composição de frutas silvestres, complementadas por água encontrada no ambiente natural.

“Não tive medo, ficava tranquilo, só andando mesmo”, contou. “Eu comia frutas da mata, bebia água e dormia na mata.”

A família de Davi permaneceu apreensiva durante o desaparecimento, enquanto equipes do Corpo de Bombeiros intensificaram as buscas na região.

O pai do jovem, Vanderlei Kaxinawa, relatou o impacto emocional do desaparecimento em toda a família. “Muito abalado, minha sogra ficou passando mal, minha mulher, desesperada, toda a nossa família em outras terras indígenas”, disse. “Abalou todo mundo.”

Leia também: “Terra para quem nela produz?”, artigo de Antonio Cabrera publicado na Edição 316 da Revista Oeste

O comandante do Corpo de Bombeiros do Juruá, major Josadac Cavalcante, afirmou que a postura serena do adolescente foi fundamental para sua sobrevivência. Segundo o major Cavalcante, as equipes percorreram 30 quilômetros de mata e iam encontrando indícios deixados pelo jovem.

“Elas foram deixando vestígios, cortando galhos, e também soltando fogos, fazendo barulho para que a vítima pudesse identificar”, explicou o comandante dos bombeiros.

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2 comentários
  1. Messias Rodrigues Pereira
    Messias Rodrigues Pereira

    Se um indio se perdeu na mata imagina um cidadão da cidade. Cuidado gente urbana, caminhada florestal não é para qualquer aventureiro.

  2. Luiz Fraga
    Luiz Fraga

    E, não só a manutenção da serenidade (como bem disse o Cmt Corpo de Bombeiros), mas também o legado cultural e conhecimento da mata, do bioma amazônico. Um menino da “cidade” jamais saberia identificar os frutos silvestres comestíveis.
    Que bom! Final feliz. Parabéns ao jovem Davi e a todos os bombeiros da equipe de resgate.
    Deus te abençoe, pequeno Davi! Você derrotou o Golias!

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