Por volta das 17h30 da sexta-feira, 7 de novembro, o céu escureceu de repente em Rio Bonito do Iguaçu, no interior do Paraná. O vento começou a girar e, em poucos minutos, arrancou telhados, derrubou muros e arrastou carros. Árvores se partiram ao meio, e as ruas, cobertas de destroços, ficaram irreconhecíveis.
Quando o tornado cessou, quase nada restava em pé. Casas, escolas e comércios foram destruídos. O silêncio que se seguiu aos ventos de até 250 km/h deu lugar ao som das sirenes e dos pedidos de socorro.
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A cidade, de 14 mil habitantes, amanheceu no sábado 8 como um cenário de guerra. Sete moradores de Rio Bonito do Iguaçu e um de Guarapuava morreram, segundo a Defesa Civil. Mais de 90% das construções foram danificadas, e milhares de famílias ficaram desalojadas. A energia elétrica foi interrompida em 4,5 mil unidades consumidoras, e postes tombados transformaram as estradas em labirintos de fios e lama.

Governo estadual amplia ações de reconstrução
Desde aquela data, o governo do Paraná coordena uma força-tarefa em Rio Bonito do Iguaçu e municípios vizinhos. As ações envolvem reconstrução de prédios escolares, retomada gradual das aulas, antecipação de salários, liberação de auxílios financeiros e atendimento especializado em saúde mental.
O Estado autorizou o investimento de R$ 10 milhões para a reconstrução completa do Colégio Estadual Ludovica Safraider, uma das unidades mais danificadas. O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional ficará responsável pela obra, que prevê reconstrução de blocos de salas, troca integral do telhado, reforma elétrica, substituição de janelas e portas e a construção de um novo ginásio de esportes.
As demais escolas estaduais retomam as atividades aos poucos. Quatro unidades reabriram nesta quarta-feira, 12: Pinhalzinho, José Alves dos Santos, Iraci Salete Strozack e Sebastião E. da Costa. O Colégio Joaquim Nazario Ribeiro recebeu novamente os estudantes um dia antes, e o Colégio Ireno Alves dos Santos reabriu nesta quinta-feira, 13.
Auxílios e programas emergenciais
Entre as medidas anunciadas, o governo estadual vai antecipar o pagamento do 13º salário para servidores e aposentados residentes em Candói, Laranjeiras do Sul e Rio Bonito do Iguaçu, beneficiando 1,4 mil pessoas, com impacto de R$ 5 milhões.
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Na área habitacional, famílias que perderam suas casas poderão receber até R$ 50 mil por meio do Cartão Reconstrução e do Voucher de Serviços, destinados à compra de materiais e contratação de mão de obra. Quem vai operar o programa, com orçamento de R$ 50 milhões, será a Secretaria do Desenvolvimento Social e Família, pela Defesa Civil.
O auxílio se soma ao projeto da Cohapar que prevê a construção de 320 novas residências em Rio Bonito do Iguaçu. Famílias com perda total poderão optar entre uma nova casa ou o recebimento direto do benefício. A nova Lei nº 22.786/2025, sancionada nesta semana, também instituiu o Programa Auxílio Paraná, que pagará R$ 1 mil mensais, por até seis meses, a famílias de baixa renda afetadas por desastres naturais.
Lula fala em crise climática, mas não vai ao Paraná
Na abertura da COP30, na segunda-feira 10, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mencionou o tornado que devastou o Paraná. “A mudança do clima já não é uma ameaça do futuro, mas uma tragédia do presente”, disse, ao defender o suposto combate à desinformação e afirmar que “a COP30 será a COP da verdade”.
Apesar do tom do discurso, Lula não visitou o Estado. Em vez disso, ele enviou a ministra de Relações Institucionais Gleisi Hoffmann (PT) e o ministro interino da Saúde Adriano Massuda para o local. A postura repete episódios recentes: o presidente também não foi imediatamente a Vinhedo (SP) depois da queda de um avião em 9 de agosto de 2024, que deixou 62 mortos.
Além disso, o petista demorou a se deslocar ao Rio Grande do Sul durante as enchentes do ano passado. Na ocasião, as chuvas, as mais intensas em quatro décadas, deixaram mais de 170 mortos e cerca de 600 mil desalojados. Cidades inteiras, como Canoas, Lajeado e Eldorado do Sul, ficaram submersas por dias. A tragédia cresceu, e Lula demorou a ir ao Estado e a enviar ajuda.
Tempestades atingem outras regiões do Paraná
Embora o impacto mais severo tenha ocorrido no Centro-Sul, outras regiões do Paraná também enfrentaram instabilidades climáticas no mesmo período. Em Londrina, segundo a vereadora Michele Thomazinho (PL) e o secretário municipal de Defesa Social, Felipe Juliani, as equipes municipais acompanharam a situação desde as primeiras horas.
“As condições meteorológicas foram marcadas por instabilidade, com chuvas pontuais e rajadas de vento moderadas, mas sem confirmação de formação de tornado no município”, afirmou Michele.
As ocorrências se concentraram nas zonas norte e leste e envolveram quedas de galhos, interrupções no fornecimento de energia e destelhamento de algumas residências. Juliani destacou que a resposta foi imediata. “As equipes realizaram vistorias preventivas, cortes de galhos, desobstrução de vias e monitoramento de áreas de risco, garantindo resposta imediata às demandas registradas”, disse o secretário.
Saiba mais:
A tempestade deixou cerca de 15 mil domicílios sem energia elétrica, conforme dados divulgados pela rádio CBN Londrina. A Defesa Civil municipal permaneceu em plantão 24 horas, em cooperação com Guarda Municipal, Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina, Corpo de Bombeiros e Companhia Paranaense de Energia.
Michele explicou que o município mantém o plano de contingência atualizado. “Os protocolos estão alinhados com as orientações estaduais e federais, com fluxos de resposta bem definidos para vendavais, alagamentos e outras emergências”, destacou.
Como ajudar Rio Bonito de Iguaçu
A população do Paraná pode ajudar na reconstrução de Rio Bonito do Iguaçu por meio de doações financeiras ao Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), destinadas à construção de moradias e assistência às vítimas. Contribuições de qualquer valor podem ser feitas por pessoas físicas e jurídicas, por transferência bancária ou Pix, utilizando os canais oficiais do governo.










































Extrema esquerda plantou vassoura de bruxa nos cacaueiros baianos ,eles querem fazer o mesmo com o agro .
Região Sul,sudeste , centro oeste é o que impede o Brasil de se transforma numa Cuba ,nordeste é uma Cuba .
POR TODOS OS LUGARES POR ONDE TENHO PASSADO PELO BRASIL AFORA NINGUÉM APROVA ESSE GOVERNO! PORQUÊ AS PESQUISAS ESTÃO MENINDO?
PORQUÊ AS PESQUISAS ESTÃO MENTINDO?
ESSE GOVERO DE ESQIERDA SÓ GOSTA DE APLAUSOS PARA AQUILO QUE LHES INTESSA! AS SUAS LIDERANCAS Ó BATALHAM COM A INTECAO DE CONQUISTAR O PODER E DEPOIS, BANANAS PARA O POVO!