O torcedor brasileiro já se acostumou a ver a Seleção patinar diante de rivais frágeis, sem ideias e dependente de lampejos de Neymar.
Pois bem: no Maracanã, diante de um Chile em frangalhos (dono da pior campanha de sua história em Eliminatórias), o cenário mudou.
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O placar de 3 a 0 pode até soar modesto para o domínio exercido, mas foi suficiente para evidenciar algo que parecia impossível até pouco tempo: há vida sem Neymar.
Mais do que isso, há um Brasil competitivo, organizado e capaz de impor respeito.
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A equipe de Carlo Ancelotti mostrou volume de jogo, tramas ofensivas bem costuradas e alternativas reais para mudar o ritmo da partida.
Luiz Henrique e Lucas Paquetá entraram e deram fôlego a um ataque que, se não é galáctico, já não pode ser tachado de inofensivo.
O recado foi claro, e não apenas para o mundo do futebol, mas para o próprio Neymar: a Seleção não gira mais em torno dele.
Curiosamente, a nova “estrela” da Seleção não veste chuteiras.
Ela usa terno.
Ancelotti, com seu português ainda rudimentar, já ocupa o espaço de liderança que faltava.
Ele transformou um time apático em uma equipe que respira competitividade.
O Brasil voltou
Verdade que ainda temos outro teste, em El Alto, contra a Bolívia, no sempre hostil “Espaço Sideral” da altitude.
Mas, pela primeira vez em anos, o Brasil voltou a ser levado a sério.
Os rivais já não enxergam mais a camisa amarela como uma adversária café com leite.
Pelo contrário: há um “medinho” circulando.
E isso, convenhamos, é música para os ouvidos do torcedor.
Leia também: “O Brasil sem Pelé”, reportagem de Eugenio Goussinsky publicada na Edição 197 da Revista Oeste






































Faz tempo que o Neymar deixou de ser estrela de alguma coisa. Só tem fama.