Desde o último domingo, 5, o país só fala disso: o pênalti não marcado no Choque-Rei do Morumbis. E com razão. O erro de apito de Ramon Abatti Abel foi grosseiro, daqueles que saltam aos olhos até de quem não entende bulhufas do esporte bretão.
Mas, mais uma vez, a gritaria passou do ponto. O equívoco existiu, sim, e foi feio. Só que foi erro, não armação. E há uma diferença enorme entre as duas coisas.
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Nos últimos dias, o que mais se ouviu foi insinuação de torcedor, de dirigente e até de comentarista de que haveria “esquemas” para favorecer este ou aquele clube. É o tipo de discurso que rende manchete, mas não leva a lugar algum.
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Sem provas concretas, vira apenas o velho choro de quem se sente prejudicado. Não que falcatruas sejam impossíveis, longe disso. O futebol já teve seus escândalos aos montes, até mesmo aqui no Brasil.
Mas transformar toda marcação polêmica em conspiração mundial é, além de desonesto intelectualmente, uma cortina de fumaça que desvia o foco do que realmente importa: o declínio da arbitragem brasileira.
O erro de apito e as situações dos árbitros
Nosso futebol, vale lembrar, evoluiu muito. Os clubes investem mais, treinam melhor e se modernizaram dentro e fora de campo. A arbitragem, porém, parou no tempo. Enquanto a bola evoluiu, o apito ficou parado no meio do caminho.
É por isso que seguir berrando “roubo” a cada lance duvidoso é dar murro em ponta de faca. Não melhora nada, não muda resultado e ainda aumenta a pressão sobre juízes que já entram em campo com medo de errar.
O que o futebol brasileiro precisa não é de caça às bruxas, mas de reforma séria e profunda na arbitragem. Treinamento, reciclagem, transparência e, acima de tudo, profissionalismo.
Aí, quem sabe, voltaremos a falar sobre o que realmente interessa: golaços, táticas e grandes atuações. E não sobre as trapalhadas de quem deveria apenas soprar o apito e passar despercebido durante os 90 minutos.





































O negócio da imprensa esportiva é ganhar holofotes sem fazendo fofoca, ja dizia um velho e sensato amigo, quando o jornalista se forma, automaticamente passa por um teste, os piores são designados para o esporte, logico que há poucas excessões.
BOA MILTÃO! finalmente a sensatez no meio dessa celeuma toda 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻