Os principais campeonatos regionais do país chegaram ao fim neste fim de semana. Mas, desta vez, ficou uma sensação triste e curiosa no ar: a de que passaram quase despercebidos.
Como muitos sabem, a temporada marcou a estreia do novo modelo determinado pela CBF no ano passado. A partir de 2026, os estaduais passaram a ter apenas 11 datas no calendário, contra as 16 que existiam até então.
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A mudança foi pensada para desafogar o já saturado calendário do futebol brasileiro, algo que clubes, jogadores e treinadores pediam há anos. E, diante disso, é difícil dizer que a decisão foi equivocada. Pelo contrário: parece um passo natural na tentativa de modernizar o nosso futebol e adequá-lo à realidade das grandes competições nacionais e continentais.
Por que os estaduais vão chegar ao fim
O problema é que uma das consequências, honestamente, foi melancólica. Os estaduais, que já vinham perdendo espaço e importância nas últimas décadas, parecem ter ficado ainda mais escanteados.
Em São Paulo, por exemplo, o Palmeiras conquistou o título diante do Novorizontino, mas confesso que não ouvi um mísero estouro de fogos após a conquista. Algo impensável em outros tempos! No Rio, o Flamengo levantou a taça em um clássico Fla-Flu, mas a decisão também pareceu ter menos peso do que muitos confrontos recentes entre os rivais. Em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, é verdade, a rivalidade histórica ainda manteve a chama acesa. As decisões entre Cruzeiro e Atlético e entre Grêmio e Inter naturalmente mobilizam torcedores.
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Mas sejamos honestos: isso aconteceria até se fossem apenas amistosos. Talvez seja apenas o sinal dos tempos. O futebol brasileiro precisava mesmo dessa adequação de calendário. Segurar a evolução do esporte por apego ao passado não faria muito sentido.
Ainda assim, não posso negar que senti uma pontinha de melancolia ao perceber os estaduais cada vez mais esquecidos no imaginário do torcedor. Quem sabe estejamos assistindo aos últimos capítulos de um dos elementos mais tradicionais e românticos do futebol brasileiro.
Uma pena, mas faz parte.





































FIFA entregue nas mãos de um mafioso , mercenário ganancioso, desonesto sem escrúpulos, CBF segue o mesma cartilha, e a magia e os antigos ingredientes que faziam o futebol ser paixão nacional, vão se esvaindo, assim como a moral, a ética e a vergonha.