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Agronegócio

Vírus causa suspensão de parte das exportações de carne frango do Brasil

Acordos internacionais levam Brasil a aplicar autoembargo por doença de Newscastle

O Brasil ficou livre da doença de Newcastle por quase 20 anos | Divulgação

O primeiro foco da doença de Newcastle encontrado no Brasil em quase 20 anos começou causar efeitos na balança comercial do país. Em razão da descoberta, o Ministério da Agricultura (Mapa) teve de aplicar medidas de autoembargo para as exportações de alguns produtos avícolas, como a carne fresca de frango, para certos destinos.

As ações ocorrem em atendimento a acordos internacionais assinados pelo país. Argentina e União Europeia estão nessa lista. Nesses casos, por exemplo, há o bloqueio do embarque de carne fresca de frango de todo o país para esses dois destinos, de acordo com o jornal o Estado de S. Paulo.

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Em outros casos, a suspensão envolve apenas produtos avícolas do Rio Grande do Sul. É o modelo de autoembargo para os produtos avícolas e ovos para Arábia Saudita, Hong Kong, Jordânia e outras 29 nações.

Há ainda o bloqueio somente de para carne de frango e derivados no raio onde o foco foi detectado, medida aplicada para 15 mercados — o Canadá é um deles.

Newcastle no Rio Grande do Sul

Na quarta-feira 17, o Mapa confirmou a descoberta de um foco de doença de Newcastle em uma criação comercial de frangos em Anta Gorda, município do interior do Rio Grande do Sul. Os últimos registros de contaminação no país ocorreram em 2006, no Estado de Mato Grosso, além do próprio território gaúcho.

Essa enfermidade é contagiosa. A doença de Newcastle é causada por um vírus e afeta aves domésticas e silvestres, causando sinais respiratórios, frequentemente seguidos por manifestações nervosas, diarreia e edema na cabeça desses animais.

Produção de aves do Rio grande do Sul

O Rio Grande do Sul é um dos maiores produtores de aves do Brasil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, por volta de 9% da produção desse tipo de proteína tem origem nos frigoríficos gaúchos. Esse volume garante ao Estado a quarta posição do ranking nacional.

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