A venda de máquinas agrícolas deve cair 8% em 2026, segundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). A entidade atribui a retração a juros elevados, restrição de crédito, alta inadimplência e queda nos preços das commodities.
Os efeitos da guerra no Oriente Médio também pressionam o setor. A elevação do preço do petróleo encarece insumos e combustíveis, o que amplia os custos de produção, segundo a Abimaq.
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Dados recentes reforçam o cenário negativo. Em fevereiro, a indústria de máquinas e equipamentos registrou queda de 13,6% na receita líquida de vendas na comparação anual, com faturamento de R$ 20,6 bilhões. No mercado interno, a retração chegou a 18,8%, enquanto o consumo aparente recuou 14,2%.
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As exportações cresceram 20,5%, mas não compensaram a fraqueza da demanda doméstica. O nível de utilização da capacidade instalada atingiu 78,5% em fevereiro, acima dos 77,1% registrados um ano antes.
Vendas de máquinas agrícolas já em queda
No primeiro bimestre deste ano, as vendas caíram 17% em relação ao mesmo período de 2025, somando R$ 8 bilhões. O mercado interno concentrou R$ 6,8 bilhões, o equivalente a 85% do total. As exportações alcançaram R$ 1,2 bilhão, com alta de 9%.
A inadimplência no setor se aproxima de 7%, patamar acima da média histórica de cerca de 1,5%. Fora das linhas do Plano Safra, o índice é ainda maior.
Durante reunião da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, realizada na Expodireto Cotrijal, representantes do setor avaliaram o cenário.
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O presidente da câmara, Pedro Estevão Bastos, afirmou que o aumento do diesel já impacta os custos e tende a se intensificar. “Há esforço do governo, mas o custo já subiu e deve aumentar”, disse o executivo. “Vai aumentar o custo, então não há muito o que fazer.”
Segundo Bastos, o encarecimento de insumos como fertilizantes nitrogenados deve agravar ainda mais a pressão sobre o setor.
































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