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Agronegócio

Venda de máquinas agrícolas deve cair 8% neste ano

Juros elevados, restrição de crédito e custos pressionados por fatores externos explicam retração do setor

Máquinas agrícolas
Em fevereiro, a indústria de máquinas e equipamentos registrou queda de 13,6% na receita líquida de vendas na comparação anual | Foto: Agro Oliveira/ Pexels

A venda de máquinas agrícolas deve cair 8% em 2026, segundo estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). A entidade atribui a retração a juros elevados, restrição de crédito, alta inadimplência e queda nos preços das commodities.

Os efeitos da guerra no Oriente Médio também pressionam o setor. A elevação do preço do petróleo encarece insumos e combustíveis, o que amplia os custos de produção, segundo a Abimaq.

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Dados recentes reforçam o cenário negativo. Em fevereiro, a indústria de máquinas e equipamentos registrou queda de 13,6% na receita líquida de vendas na comparação anual, com faturamento de R$ 20,6 bilhões. No mercado interno, a retração chegou a 18,8%, enquanto o consumo aparente recuou 14,2%.

Leia também: “O gasto descontrolado do governo” coluna de economia de Carlo Cauti publicada na Edição 316 da Revista Oeste

As exportações cresceram 20,5%, mas não compensaram a fraqueza da demanda doméstica. O nível de utilização da capacidade instalada atingiu 78,5% em fevereiro, acima dos 77,1% registrados um ano antes.

Vendas de máquinas agrícolas já em queda

No primeiro bimestre deste ano, as vendas caíram 17% em relação ao mesmo período de 2025, somando R$ 8 bilhões. O mercado interno concentrou R$ 6,8 bilhões, o equivalente a 85% do total. As exportações alcançaram R$ 1,2 bilhão, com alta de 9%.

A inadimplência no setor se aproxima de 7%, patamar acima da média histórica de cerca de 1,5%. Fora das linhas do Plano Safra, o índice é ainda maior.

Durante reunião da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq, realizada na Expodireto Cotrijal, representantes do setor avaliaram o cenário.

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O presidente da câmara, Pedro Estevão Bastos, afirmou que o aumento do diesel já impacta os custos e tende a se intensificar. “Há esforço do governo, mas o custo já subiu e deve aumentar”, disse o executivo. “Vai aumentar o custo, então não há muito o que fazer.”

Segundo Bastos, o encarecimento de insumos como fertilizantes nitrogenados deve agravar ainda mais a pressão sobre o setor.

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