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Agronegócio

Veja curiosidades sobre azeite brasileiro eleito melhor do mundo

O Koroneiki, da marca Azeite Sabiá, é produzido pelo ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação do governo de FHC

Ao todo são 11 marcas de azeite não recomendadas pelo ministério: Málaga, Rio Negro, Quinta de Aveiro, Cordilheira, Serrano, Oviedo, Imperial, Ouro Negro, Carcavelos, Pérola Negra e La Ventosa | Foto: Reprodução/PXHere
Imagem ilustrativa de um azeite | Foto: Reprodução/PXHere

O azeite Koroneiki, da marca Azeite Sabiá, produzido em Santo Antônio do Pinhal, no interior de São Paulo, conquistou reconhecimento internacional receber o prêmio de melhor do mundo na categoria médio frutado pelo guia Flos Olei 2025.

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Este azeite brasileiro já acumula cerca de 160 prêmios em avaliações de apenas cinco safras, segundo informações da empresa, que comercializa o produto a partir de R$ 129.

A iniciativa de cultivo do pomar de oliveiras começou em 2014, quando Bob Vieira da Costa, ex-ministro-chefe da Secretaria de Comunicação no governo Fernando Henrique Cardoso, e sua mulher, a jornalista Bia Pereira, decidiram investir na produção de azeite.

“Implantamos o pomar em 2014, aqui em Santo Antônio do Pinhal”, contou Costa, ao g1. “Primeira produção em 2018, mas foi muito pequena, foi só uma produção familiar mesmo. Comercialmente veio a partir de 2020.”

Desafios do cultivo de oliveiras no Brasil

Bob Vieira da Costa e Bia Pereira, representantes da empresa Azeites Sabiá
Bob Vieira da Costa e Bia Pereira, representantes da empresa Azeites Sabiá | Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal

O empresário explicou que o clima brasileiro impõe desafios à produção de azeite, principalmente pela necessidade de frio para o desenvolvimento das oliveiras.

“Este ano foi um ano muito difícil, porque não teve frio suficiente o ano passado”, afirmou. “Então interferiu significativamente na produção, que poderia ter sido muito maior. Você tem que ter no mínimo umas 300 horas de frio abaixo de 10, 12 graus durante o ano.”

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Durante a maior parte do ano, cerca de cinco pessoas cuidam do pomar, mas na época da colheita, realizada no primeiro trimestre, o time chega a 50 pessoas. “A parte mais desafiadora é a colheita”, explicou Costa. “Na época da colheita esse número vai para 50 pessoas. É bem mais desafiador.”

Processo de colheita e classificação do azeite

Segundo Costa, o intervalo para a colheita é restrito. Ocorre sempre entre a segunda quinzena de janeiro e março. Fora desse período, não é possível obter o azeite, o que demanda planejamento e rapidez no processo produtivo.

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Bia Pereira esclareceu que a classificação dos azeites depende da intensidade do aroma e do sabor. “O azeite é classificado por intensidade, dependendo do fruto, ele pode ser mais suave, mais médio, frutado ou intenso”, explicou a mulher do empresário.

“O frutado é relativo ao aroma. Então o azeite ele é avaliado primeiro no aroma e depois na boca. No aroma ele é suave, médio frutado ou intenso. E tem uma classificação, até 0,4 é suave, 0,4 a 6,5 é médio frutado e de 6,5 a 8 é intenso.”

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