Com a previsão de um cenário de recuperação gradual dos preços em 2026, as estimativas para o Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária brasileira apontam para uma retração em relação ao ano anterior. O VBP, que reflete o faturamento bruto de propriedades rurais com base nos preços reais recebidos pelos produtores, deve alcançar R$ 1,42 trilhão, significando queda de 4,4% frente a 2025.
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Apesar da leve retomada nos preços de algumas commodities agrícolas e de variações positivas na produção, a desaceleração dos preços reais ainda impacta negativamente o resultado geral. No segmento agrícola, a projeção de receita para 2026 é de R$ 917,8 bilhões, correspondendo a uma diminuição de 5,2% em relação ao ano anterior. Produtos de peso como café robusta, algodão em pluma, cana-de-açúcar e milho apresentam quedas expressivas em seus VBPs, com destaque para o café robusta, que recua 21,2%.
Papel dos principais produtos agrícolas
Enquanto algodão e milho enfrentam reduções tanto nos preços quanto na produção, para café robusta e cana-de-açúcar a expectativa é de aumento na quantidade produzida, embora com preços mais baixos. Por outro lado, o café arábica se destaca, com elevação de 8,2% no VBP, impulsionada por crescimento de 23,3% na produção, mesmo diante da queda de 12,3% nos preços. A soja, por sua vez, apresenta variação positiva de 0,1% no faturamento, sustentada por maior produção, apesar da redução de preços.
Desempenho do setor pecuário
No setor pecuário, a estimativa de receita para 2026 atinge R$ 498 bilhões, representando um recuo de 2,8% na comparação com 2025. Apenas a carne bovina deve registrar crescimento no VBP, com alta de 7,6%, mesmo com queda de 1,45% na produção. Os demais produtos, como leite, carne suína, carne de frango e ovos, tendem a registrar declínios em seus VBPs por causa da forte retração nos preços, que supera os aumentos esperados de produção, levando a reduções de até 18,7% no caso do leite.
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