O Departamento de Economia Rural (Deral), ligado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), informou recentemente um avanço nas perdas das lavouras de soja depois de fortes tempestades que atingiram regiões produtoras no início deste mês.
Conforme o Boletim Conjuntural, cerca de 270 mil hectares sofreram algum tipo de dano. A maior concentração se deu nas áreas de Campo Mourão, Londrina e Maringá.
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Tempestades vão elevar custos
Desse total, aproximadamente 80 mil hectares apresentaram danos severos e devem exigir o replantio. O cenário tende a elevar os custos de produção neste ciclo para os produtores afetados.
De acordo com o analista do Deral Edmar Wardensk Gervasio, os outros 190 mil hectares impactados devem registrar queda no volume de produção em relação ao esperado inicialmente.
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Em contraste com o cenário da soja, a colheita da cevada avança de forma acelerada e com boa produtividade. Conforme o coordenador da Divisão de Conjuntura do Deral, Carlos Hugo Godinho, o percentual de área colhida saltou de 56% para 83% em apenas uma semana.
“Felizmente, são poucos os relatos de lavouras afetadas pelos eventos climáticos das últimas semanas, e mesmo a preocupação com a qualidade do produto, em função da alta umidade registrada, foi dirimida”, afirmou Godinho.
Cevada: ganhos de preço e rentabilidade
O coordenador destacou ainda que a grande vantagem da cevada em relação ao trigo neste ano tem sido os preços e a rentabilidade. “Os contratos foram firmados em valores favoráveis, garantindo margens positivas para os agricultores que apostaram na cultura”.
Em janeiro, a saca de cevada registrou preço médio de 84,93 reais, alcançando 92,08 reais em fevereiro — valor 29% superior ao vigente atualmente. “Esse patamar garantiu alta rentabilidade nas lavouras”, concluiu.
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