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Agronegócio

Tarcísio: meio ambiente é 'cortina de fumaça' para barrar Ferrogrão

'Há uma utilização de inocentes úteis para barrar um projeto de uma ferrovia que vai ser transformadora', afirma ministro da Infraestrutura

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, classificou como “cortina de fumaça” os questionamentos apresentados em uma ação do Psol junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) que obteve a suspensão do projeto da Ferrogrão — ferrovia destinada a se tornar a rota mais importante de escoamento do agronegócio brasileiro, como Oeste mostrou em reportagem especial publicada no dia 10 de abril.

Com previsão de alcançar 933 quilômetros em extensão, a ferrovia conectará a região produtora de grãos do Centro-Oeste, em Mato Grosso, ao Estado do Pará, desembocando no Porto de Miritituba. A Ferrogrão ligará os municípios de Sinop (MT) e Itaituba (PA), às margens do Rio Tapajós. Uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, atendeu à reivindicação do Psol e suspendeu a eficácia da Lei 13.452/2017, que teve origem em um projeto de conversão da Medida Provisória (MP) 758/2016. Essa MP alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, excluindo 862 hectares da unidade de conservação ambiental. Na ação, o partido alega que somente uma lei em sentido formal — e não uma MP — poderia autorizar a alteração ou a supressão de áreas de unidades de conservação.

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Reportagem especial: “O caso Ferrogrão: como uma decisão do STF pode tirar o país dos trilhos”

“A questão da Ferrogrão não tem nada a ver com o meio ambiente. O meio ambiente é uma cortina de fumaça”, afirmou Tarcísio ao participar de uma live promovida pelo Sindicato da Indústria da Construção do Estado do Pará, na sexta-feira 23 (clique aqui para assistir). “Aqueles que vão competir com a Ferrogrão não querem a Ferrogrão. Aí é muito fácil usar o discurso ambiental contra uma ferrovia, o que é um absoluto contrassenso. Como uma ferrovia não é um negócio sustentável? É só no Brasil”, protestou o ministro.

J. R. Guzzo: “Uma agressão contra o Brasil e os brasileiros”

“Na verdade, há uma utilização de inocentes úteis para barrar um projeto de uma ferrovia que vai ser transformadora para a logística e vai deixar o nosso produtor o mais eficiente do mundo. Ele já é eficiente da porteira para dentro e vai se tornar eficiente da porteira para fora”, prosseguiu Tarcísio ao defender a retomada do projeto. “E o cara que cobra hoje o frete rodoviário ou faz o transporte de ferrovia cobrando o preço rodoviário não quer que essa ferrovia saia. O jogo é muito claro”, disse. “É esse o jogo. Se não fizesse sentido, a gente já teria abandonado. Se a gente está levando adiante esse projeto, é porque a iniciativa privada está trazendo esse calor para nós, está nos ajudando.”

Leia mais: “Tarcísio articula-se para destravar obras da Ferrogrão”

Sobre as acusações de que a Ferrogrão representaria uma ameaça ao meio ambiente, o ministro afirmou que o balanço ambiental do projeto é “extremamente positivo”. “A gente está usando, para deixar um traçado extremamente eficiente, 466 hectares de parque. De 862 mil! Significa que a gente está usando 0,054% da área do parque para fazer uma ferrovia que vai ser um corredor verde”, explicou. “Sob todos os aspectos e sob todos os pontos de vista, a Ferrogrão é um grande negócio. E ela vai acontecer. Porque o Brasil precisa dela. A necessidade vai se impor.”

Segundo o governo, a Ferrogrão também servirá como uma “esteira de grãos”, substituindo o modal rodoviário — meio de transporte mais poluente e ineficiente — e criando uma multimodalidade formada por ferrovia, hidrovia e portos. Em 30 anos, a expectativa é que a Ferrogrão movimente 48,6 milhões de toneladas e crie 160 mil empregos, reduzindo em quase R$ 20 bilhões o custo logístico da produção. O investimento estimado para o projeto é de R$ 12 bilhões.

A decisão de Moraes será submetida ao plenário do STF, para apreciação dos demais ministros da Corte, e pode ser revertida. Não há previsão de data para que o assunto seja analisado.

Leia também: “O fim do gargalo na infraestrutura”, entrevista de Tarcísio Gomes de Freitas publicada na Edição 27 da Revista Oeste

6 comentários
  1. Antonio Carlos Neves
    Antonio Carlos Neves

    É clara a intenção dos opositores ao governo Bolsonaro, ai incluindo toda a esquerda e centro esquerda tucana e o STF, para evitar aumento de popularidade de Bolsonaro, mesmo que isto destrua o pais.
    Insisto, é muito importante que nossos idôneos meios de comunicação, divulguem o que é o VOTO IMPRESSO e a importância da urgente aprovação da PEC da deputada Bia Kicis que tramita no Congresso até out/21 para ser implantado nas acirradas eleições de 2022, única forma de AUDITAR e dar transparência às urnas eletrônicas, evitando malfeitores e previsíveis graves conflitos sociais promovido por perdedores.
    O presidente Bolsonaro disse recentemente que esta claro que Lula é candidato e se vencer com eleições AUDITÁVEIS, paciência, vai conseguir indicar mais 2 ministros no STF, e nomear seu competente ministério.

  2. Irany De Oliveira E Silva
    Irany De Oliveira E Silva

    AI-5! Não basta o fora “stf”, essa politicalha bandida e corrompida e outro câncer neste grande PAÍS!!

  3. FATIMA CASAGRANDE
    FATIMA CASAGRANDE

    Qualquer país minimamente sério ficaria pasmo se soubesse como a esquerda faz politicagem rasteira no Brasil, em conluio com o STF, para impedir os avanços do país, mantendo o atraso que muito interessa aos canalhas. Sempre com o apoio do supremo, claro.

    1. DISMAEL TEODORO
      DISMAEL TEODORO

      Meu Deus, quanta gente remando contra. Até quando vamos suportar essa corja de malandros.

  4. FORA PT
    FORA PT

    Muito provavelmente o militante do PSDB atrasará a decisão, o objetivo é prejudicar o máximo. Não aceitam governo não esquerdista.

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