Os lanches do Subway no Brasil viraram um negócio das Arábias, com grandes ganhos em royalties. Foram quase R$ 500 milhões em operações no quarto trimestre de 2024.
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Em outubro de 2024, os direitos de exploração da marca Subway no Brasil mudaram de dono. Anteriormente, pertenciam ao grupo SouthRock — que está atolado em dívidas e tenta aprovar um pedido de recuperação judicial.
Com o imbróglio, os direitos de exploração das franquias foram parar nas mãos da Zamp. Trata-se de uma empresa que investe em fast-food no país e está sob o controle do Mubadala, um fundo de investimentos pertencente à Família Real de Abu Dhabi — um dos reinos dos Emirados Árabes Unidos.
Subway no Brasil
De acordo com os registros da Zamp, existem 1,5 mil restaurantes do Subway no país. O Brasil é o quarto maior mercado da rede — fica atrás apenas do Reino Unido (2,1 mil), do Canadá (2,8 mil) e dos Estados Unidos (19,3 mil).
Nesse caso, a Zamp não possui nenhuma unidade própria — ou seja, todos os restaurantes são franqueados. Contudo, a gestora já anunciou que pretende dar início à operação de lojas próprias nos próximos meses, uma prática comum nas outras marcas de seu portfólio.
Negócios da Zamp
Além do Subway, a Zamp é franqueadora master de outras três redes de lanchonetes no Brasil: Starbucks (que também pertencia à SouthRock), Popeyes e Burger King — o principal negócio do portfólio.
Ao longo de 2024, a Zamp faturou R$ 4,6 bilhões. Cerca de R$ 4 bilhões vieram diretamente das operações que envolveram o Burger King. A icônica rede especializada em hambúrgueres tem quase mil restaurantes no país, dos quais apenas 30% estão nas mãos de franqueados. A franqueadora brasileira é dona direta dos 70% restantes.
Nas outras duas marcas, o apetite por lojas próprias é ainda maior. No caso do Popeyes, 91% da rede pertence diretamente à franqueadora. Já com relação à Starbucks, não existe nenhum franqueado sequer — ou seja, todas as lojas brasileira estão sob controle direto dos árabes.






































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