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Agronegócio

Soja gera mais riqueza que quase todos os Estados do Brasil

Carro-chefe do agro, grão supera o PIB de 23 Estados e transformou o sertão em potência econômica

A cadeia produtiva da soja vai gerar 6% do PIB do Brasil em 2025 | Foto: Artur Piva/ChatGPT

Pouca coisa move tanto a economia do Brasil quanto a soja. O grão é o carro-chefe do agro nacional. Sua cadeia produtiva — do cultivo ao uso como matéria-prima — deve gerar quase 6,4% de toda a riqueza do país em 2025. E deve crescer ainda mais neste mesmo ano, segundo estimativas da Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com a Esalq, campus da USP referência no setor, a cadeia produtiva da soja deve crescer 11% ao longo de 2025. O motivo? Uma das especialidades da agricultura brasileira: quebrar recordes de produção.

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Segundo a universidade, a safra atual será de quase 170 milhões de toneladas — uma verdadeira montanha de grãos que se converte em dinheiro que circula por todo o país.

Soja na economia do Brasil

A riqueza gerada pela soja supera a participação de 23 dos 26 Estados — além do Distrito Federal — no Produto Interno Bruto (PIB) nacional. À frente dela, apenas três unidades da federação: São Paulo (31%), Rio de Janeiro (11%) e Minas Gerais (9%).

Não por acaso, o cultivo avança ano após ano e se espalha por todas as regiões do país — independentemente do partido no poder ou da ideologia que ele jure defender. É uma dinâmica que transcende o governo federal — embora também não se dissocie completamente do governo Lula.

Vale lembrar: no início do terceiro mandato, Lula chegou a chamar o agro de “fascista”. Ou seja, ofendeu justamente um dos motores mais potentes da riqueza nacional. Mesmo assim, a soja prospera em todos os cantos do território — inclusive em Estados governados historicamente pelo PT, muitos deles no Nordeste.

Semente de crescimento

Em 2025, a área destinada ao plantio de soja cresceu pelo 18º ano consecutivo. A mesma tendência se repetiu no Nordeste, onde três Estados se destacam: Maranhão, Piauí e Bahia.

Todos eles sob gestões alinhadas ao petismo há décadas. Ainda assim, a soja venceu os desafios locais e transformou a paisagem econômica da região. A prosperidade não ficou restrita ao campo.

Um dos casos emblemáticos é o de Luís Eduardo Magalhães, no interior da Bahia. O município deve boa parte de sua riqueza ao agro — e, como no restante do país, o carro-chefe local é a soja.

Poucos anos atrás, o lugar era apenas um povoado ao redor de um posto de combustíveis. A empresa que atraiu os primeiros moradores surgiu em 1981, no entroncamento de duas rodovias. Até então, ali era, literalmente, “lugar nenhum”. Hoje, Luís Eduardo Magalhães abriga 115 mil moradores e é uma das cidades com a economia mais próspera do Brasil. O PIB per capita chegou a impressionantes R$ 95 mil — valor equivalente ao dobro da média nacional.

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