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Agronegócio

Soja deve responder por 30% do Valor Bruto da Produção do agro brasileiro

Com perspectiva de safra recorde, oleaginosa deve ser responsável por movimentar mais de R$ 368 bilhões em 2023

Grãos de Soja

A soja deve responder por 30% de todo o Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária no Brasil em 2023. Segundo as estimativas divulgadas na segunda-feira 15 pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a oleaginosa deve ser responsável por movimentar — sozinha — R$ 368,8 bilhões até o fim do ano.

A projeção por parte do governo federal converge com levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na semana passada. Estimando safra recorde de grãos no país, o IBGE ressaltou que a produção de soja deve crescer 24,7% em 2023 — quando comparados com os dados do ano anterior. Assim, estima-se a colheita de 149,1 milhões de toneladas.

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O potencial de crescimento da produção da oleaginosa em solo brasileiro também repercutiu no Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Em relatório apresentado na última semana, o órgão norte-americano revelou que o avanço da soja impulsiona a agroindústria nacional, com crescimento dos derivados com maior valor agregado: no caso, o farelo e o óleo.

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Em porcentual do VBP, o milho aparece como o segundo principal item da agropecuária brasileira em 2023. Isso porque o cereal deve responder por 12,8% de todo o valor do setor. A estimativa, nesse sentido, é de o milho movimentar cerca de R$ 156,2 bilhões neste ano. Na parte de proteína animal, o destaque é a carne bovina, com a indicação de R$ 140,6 bilhões segundo a projeção mais recente do Mapa.

Soja, milho, carne bovina e mais

maior produtor de soja
Colheita de soja | Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux

No geral, com base nos dados de abril, o governo federal estima que o VBP agropecuário do Brasil deve ser superior a R$ 1,2 trilhão em 2023. Confira, abaixo, a projeção — em valores — para os produtos listados pelo Mapa.

  • Agricultura

Soja — R$ 368,8 bilhões.

Milho — R$ 156,2 bilhões.

Cana-de-açúcar — R$ 107,8 bilhões.

Café — R$ 52,5 bilhões.

Algodão — R$ 31,5 bilhões.

Laranja — R$ 22 bilhões.

Mandioca — R$ 19,7 bilhões.

Feijão — R$ 18,3 bilhões.

Banana — R$ 17,7 bilhões.

Arroz — R$ 17,5 bilhões.

Tomate — R$ 16,7 bilhões.

Trigo — R$ 15,1 bilhões.

Batata inglesa — R$ 10,4 bilhões.

Uva — R$ 6,5 bilhões.

Amendoim — R$ 3,9 bilhões.

Cacau — R$ 3,5 bilhões

Mamona — R$ 104,8 milhões.

  • Pecuária

Carne bovina — R$ 140,6 bilhões.

Frango — R$ 89,2 bilhões.

Leite — R$ 61,1 bilhões.

Suínos — R$ 34,1 bilhões.

Ovos — R$ 22,7 bilhões.

Leia também: “O agro exporta coisas inimagináveis”, artigo de Evaristo de Miranda publicado na Edição 164 da Revista Oeste

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