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Agronegócio

Sem Plano Safra, Paraná e Goiás criam fundos para apoiar o agro

Estado comandado por Ratinho Júnior anunciou o FIDC Agro Paraná, enquanto o de Ronaldo Caiado implementou o Fundeinfra; entenda

A soja é o carro-chefe do agro brasileiro | Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux
A soja é o carro-chefe do agro brasileiro | Foto: CNA/Wenderson Araujo/Trilux

Depois de os atrasos no Orçamento resultarem na suspensão do Plano Safra pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os Estados do Paraná e de Goiás adotaram soluções próprias para apoiar o setor do agro.

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Na quinta-feira 3, o governador Ratinho Junior lançou o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios nas Cadeias Produtivas do Agro, chamado FIDC Agro Paraná. O investimento é de cerca de R$ 2 bilhões para a expansão agrícola.

Já em Goiás, o governador Ronaldo Caiado implementou o Fundo de Infraestrutura do Estado (Fundeinfra) como uma estratégia crucial para o agronegócio. O foco da proposta é melhorar a infraestrutura e a logística necessária para o escoamento da produção.

Foco no fortalecimento do agro paranaense

Ratinho Júnior
Ratinho Júnior é filho do apresentador Ratinho, do SBT | Foto: Divulgação/Governo do Paraná

Anunciado na B3, a Bolsa de Valores de São Paulo, o FIDC Agro Paraná visa a fortalecer a agroindústria e o modelo cooperativista do Estado. O fundo vai funcionar como um “guarda-chuva” financeiro, de modo a permitir que cooperativas agrícolas criem fundos vinculados. Eles vão oferecer condições facilitadas de financiamento para a compra de máquinas, equipamentos, sistemas de irrigação e melhorias logísticas.

“Com a ampliação da oferta de crédito, queremos estimular os investimentos em áreas que são a vocação do Paraná, tanto é que já temos quatro cooperativas que estão preparando os seus fundos”, afirmou Ratinho Junior.

Essa iniciativa busca ser uma alternativa ao Plano Safra, que está em revisão para o período de 2025-2026 e tem se mostrado insuficiente para atender à demanda nacional e estadual. O governo do Paraná já investiu R$ 150 milhões por meio da Fomento Paraná para iniciar o fundo.

Leia também: “Lula deixa a safra sem plano”, reportagem de Artur Piva publicada na Edição 259 da Revista Oeste

Diferentemente do programa federal, que concentra recursos no custeio e na comercialização da produção, o FIDC Agro Paraná foca em oferecer crédito para melhorias e expansão das atividades agrícolas.

O setor produtivo vai ser responsável por definir os investimentos. Já as diretrizes serão estabelecidas pelo Estado, para incentivar a economia local, como a preferência por produtos fabricados no Paraná.

1 comentário
  1. Christian
    Christian

    O AGRO que é o Pilar da economia Brasileira já não consegue finaciamento do Governo Federal que se alimenta dos impostos pago por eles.

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