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Agronegócio

Safra de cana em Minas deve crescer 11,6% em 2026/27

Produção projetada chega a 83,3 milhões de toneladas com avanço de produtividade

cana-de-açucar
Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil | Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

A safra de cana-de-açúcar em Minas Gerais deve crescer 11,6% no ciclo 2026/27, segundo dados apresentados nesta sexta-feira, 24, durante a abertura da temporada em Uberaba (MG). A projeção indica produção de 83,3 milhões de toneladas, acima das 74,7 milhões registradas na safra anterior.

A estimativa da Associação da Indústria da Bioenergia e do Açúcar de Minas Gerais (Siamig Bioenergia) considera dois fatores principais: expansão da área plantada e recuperação da produtividade agrícola. A área deve avançar 1%, enquanto o rendimento por hectare tende a subir mais de 10%, passando de 72,1 para 79,4 toneladas.

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Recuperação ocorre depois de safra pressionada por clima

O desempenho anterior ficou abaixo do esperado. A safra 2025/26 havia sido inicialmente projetada em 77,2 milhões de toneladas, mas fechou em 74,7 milhões. A estiagem prolongada nas regiões produtoras e o volume de chuvas abaixo da média durante a entressafra afetaram o resultado.

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Mesmo com previsão de queda de 7,1% em relação ao ciclo 2024/25, o recuo final superou as estimativas iniciais. Agora, a Siamig atribui a recuperação às condições climáticas mais favoráveis ao longo do desenvolvimento das lavouras. A entidade também projeta avanço de 1,4% na qualidade da matéria-prima.

Do total previsto para a nova safra, cerca de 55% da cana deve seguir para a produção de açúcar, enquanto o restante será destinado ao etanol. A estimativa aponta para 6,1 milhões de toneladas de açúcar e 3,04 bilhões de litros do biocombustível.

Durante o evento, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que pretende levar ao Conselho Nacional de Política Energética, no dia 7, a proposta de elevar a mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%. A medida busca reduzir a dependência externa.

Atualmente, o Brasil importa cerca de 15% da gasolina que consome. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis, o preço internacional do combustível subiu 65% depois do início do conflito no Oriente Médio.

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