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Agronegócio

Safra brasileira de trigo pode ter valor recorde em 2022

A estimativa é do Ministério da Agricultura

Trigo
A colheita de trigo no Brasil pode avançar graças a pesquisa e inovação | Foto: Jair Ferreira Belafacce/Shutterstock

Avaliada em quase R$ 17 bilhões, a safra brasileira de trigo de 2022 está a caminho de ser a mais valiosa da história. O recorde aparece na estimativa do Ministério da Agricultura (Mapa) para o Valor Bruto da Produção do grão. Os registros da pasta tiveram início em 1989.

A projeção do Mapa encontra lastro nas estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com o órgão, a safra brasileira de trigo de 2022 vai atingir 9 milhões de toneladas. Ou seja: a colheita é estimada como a maior até o momento no país.

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Desde que o histórico mantido pela Conab teve início, a colheita anual dessa cultura cresceu mais de quatro vezes. Assim, o incremento estimado chega a 7 milhões de toneladas sobre o volume de 2 milhões de toneladas da safra de 1976. A produtividade saiu de pouco menos de 700 quilos por hectare para pouco mais de 3 mil quilos por hectare.

No Brasil, a maior parte do trigo é colhida na Região Sul, que neste ano deve dar origem a quase 8 milhões de toneladas. Mas a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) estuda meios de ampliar o plantio para outras partes do país. Entre elas, por exemplo, as regiões de cerrado.

Celso Moretti, presidente da empresa, afirma que essa planta produz o grão com boa qualidade. “É o chamado trigo pão, ele tem 15% de proteínas e é um dos melhores trigos do mundo, comparável ao argentino”, comentou.

Caminho para o trigo no Brasil

Tanto as projeções do Mapa quanto as estimativas da Conab sobre a safra confirmam as análises expostas por Evaristo de Miranda, ex-chefe da Embrapa Territorial, em um artigo publicado na Edição 107 da Revista Oeste. Em “O Brasil não precisa importar trigo”, o pesquisador explicou que o grão pode seguir o caminho da soja e do milho nas últimas décadas no país. “Em 20 anos, o Brasil passou de 35 milhões de toneladas de milho por ano para cerca de 120 milhões”, comparou.

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