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Agronegócio

Reforma tributária: relatório traz mudanças com impacto no agronegócio

Fundos de investimentos, doações rurais e biometano estão entre os fatores que podem alterar financiamento e investimentos do setor

agro brasileiro
As mudanças podem reorganizar o financiamento do agronegócio | Foto: Divulgação/Ministério das Comunicações

O relatório do senador Eduardo Braga (MDB-AM) ao projeto de lei complementar 108/2024, que regulamenta parte da reforma tributária do consumo, incluiu medidas que afetam o agronegócio.

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Entre elas, estão novas regras para a isenção de fundos de investimento nas cadeias produtivas agroindustriais, conhecidos como Fiagros. Além disso, há também a imunidade do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doações (ITCMD) em doações de imóveis destinadas à reforma agrária. E a exclusão provisória do biometano e do gás natural veicular do regime monofásico.

Segundo o advogado André Aidar, as mudanças podem reorganizar o financiamento do setor e influenciar investimentos em energia e regularização fundiária.

“As condicionantes de isenção introduzem maior seletividade no acesso ao benefício fiscal, o que pode reduzir a atratividade dos Fiagros para alguns perfis de investidores”, afirma o especialista. “Por outro lado, ao direcionar os incentivos para operações que realmente cheguem ao setor produtivo, há um potencial de qualificação do fluxo de capital. O risco é que, se a calibragem for excessivamente restritiva, parte relevante do capital migre para outros instrumentos financeiros, diminuindo a liquidez e encarecendo o crédito rural.”

Energia no centro das mudanças da reforma tributária

No campo fundiário, Aidar considera positiva a imunidade do ITCMD em doações de imóveis para a reforma agrária. “A medida tende a reduzir custos de transação e remover uma barreira histórica para regularizações e transferências de imóveis rurais com finalidade social”, diz. “Isso pode favorecer a segurança jurídica, acelerar programas de assentamento e dinamizar o mercado de terras.”

Leia também: “Agronegócio de São Paulo tem superávit de R$ 15 bilhões”

Já em relação à energia, o especialista aponta riscos na decisão de manter o biometano e o gás natural veicular fora do regime monofásico. “Na prática, essa exclusão mantém a tributação fragmentada, elevando custos de conformidade e criando distorções em relação a outros combustíveis”, continua. “Isso pode encarecer alternativas energéticas estratégicas para o agro e retardar investimentos em infraestrutura de biometano, justamente em um momento de busca por fontes mais limpas e eficientes.”

1 comentário
  1. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Bom é você ver a rede globo, Cesar Tralha informando os números positivos da economia brasileira. Isso é chamar todo mundo de retardado
    Descarsdos

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