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Agronegócio

Rancho vê perdas de R$ 2 milhões com mortes de 35 cavalos por ração contaminada

Governo investiga empresa Nutratta, produtora de alimento que teria envenenado e causado a perda de mais de 220 animais no Brasil

Pai e filha exibem fotos em que aparecem ao lado de uma das éguas que morreram em razão de alimento contaminado | Foto: Reprodução/Twitter/X
Pai e filha exibem fotos em que aparecem ao lado de uma das éguas que morreram em razão de alimento contaminado | Foto: Reprodução/Twitter/X

O rancho em Indaiatuba (SP) que recentemente registrou a morte de 35 cavalos, depois do consumo de ração contaminada, estima prejuízos de R$ 2 milhões. O valor inclui perdas com os animais, gastos com medicamentos e atendimento veterinário. Além disso, calcula-se o impacto sobre o fluxo de trabalho da propriedade. Os exames laboratoriais detectaram na ração uma substância tóxica que afeta fígado, rins e cérebro de equinos.

Antes da tragédia, o local abrigava 105 cavalos. Hoje, são 52, considerando principalmente as mortes e as transferências de vários animais. Conforme balanço do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), 222 equinos morreram em todo o país depois de ingerir rações da empresa Nutratta Nutrição Animal. Outras 195 mortes de cavalos seguem sob investigação.

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Rancho perde animal de estimação  

Entre os animais mortos está a égua Serenata, de 9 anos, da raça manga-larga Marchador, que tinha grande valor sentimental para a família do engenheiro de produção Paulo, dono do rancho. Segundo o site g1, foi com ela que sua filha mais nova, Lorena, participou da romaria até a Basílica de Aparecida, em 2024. Paulo conta que a menina aprendeu a montar e, assim, conduzir animais com outro cavalo da família, o Mustang, hoje com 27 anos. Ela, contudo, havia se encantado especialmente por Serenata.

A primeira notificação de morte de equinos associada ao consumo de rações da Nutratta foi registrada pela ouvidoria do Mapa em 26 de maio de 2025. Em junho, o governo federal proibiu a venda de qualquer produto da empresa para uso animal. Desde então, a Fiscalização Federal Agropecuária realiza apurações nos locais onde houve relatos de adoecimento ou morte. Até o início deste mês de julho, os casos têm sido associados ao consumo das rações da marca investigada.

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