Rubens Ometto, presidente do conselho diretor da Cosan, revelou que a Raízen (joint venture de sua empresa com a Shell) pretende construir mais três usinas para produzir etanol celulósico — ou de segunda geração. O produto é feito a partir do bagaço e da palha da cana. Em Piracicaba (SP), o grupo já possui uma unidade produtora desse tipo de combustível, que, de acordo com o empresário, tem sua demanda internacional aquecida em razão do sequestro de carbono gerado.
Leia também: “Brasil registra maior exportação de arroz dos últimos 9 anos”
Receba nossas atualizações
“Queremos fazer três usinas desse tamanho, com produção de 300 milhões de litros adicionais de álcool de segunda geração”, revelou Ometto. “Empresas como Shell, Exxon-Mobil, Total, todas elas têm o maior interesse em adquirir esse etanol dado o sequestro de carbono que ele tem.”
A tecnologia para a produção de etanol celulósico surgiu a partir de uma parceria entre a Shell e a canadense logen, especializada em biotecnologia. Na safra passada (2019/20), a unidade de Piracicaba produziu 226 litros de etanol para cada tonelada de biomassa seca.
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.