A preocupação com uma possível nova crise no preço do arroz em 2026 mobiliza produtores do Rio Grande do Sul, que solicitam ações imediatas para minimizar prejuízos na safra atual. O setor propõe medidas como diminuição da área cultivada, renegociação de dívidas, estímulo às exportações e redução temporária de impostos. O objetivo é tentar evitar um agravamento do cenário.
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As solicitações foram apresentadas pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) durante entrevista realizada nesta quinta-feira, 5. A coletiva ocorreu na sede da Federação da Agricultura do Estado, em Porto Alegre. O encontro contou também com representantes do Instituto Rio Grandense do Arroz e da Secretaria Estadual da Agricultura.
Medidas sugeridas para enfrentar a crise no Rio Grande do Sul
Entre as ações sugeridas pelos produtores estão a limitação do plantio na próxima safra. A intenção dos ruralistas é controlar o excesso de oferta, incentivos à exportação por meio de recursos da CDO, diminuição temporária do ICMS na época de maior comercialização e a diluição dos prazos de vencimento das CPRs, atualmente concentrados em março e abril.
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Além disso, o setor pede o alongamento dos financiamentos agrícolas com bancos. Também solicita maior fiscalização da qualidade do arroz vendido e incentivo a pesquisas para novos usos do produto.
Contexto internacional e desafios do setor

De acordo com a Federarroz, o setor se antecipa em razão do contexto crítico enfrentado depois da supersafra no Mercosul em 2025, da produção global elevada e da queda dos preços. O retorno da Índia ao comércio internacional aumentou a oferta mundial e ampliou a pressão sobre as cotações do grão.
Os produtores brasileiros ainda lidam com crédito mais caro, juros elevados e crescimento do endividamento, o que compromete a rentabilidade. “O conjunto desses fatores levou a uma recessão muito negativa, que se estende até 2026”, afirmou o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes.
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As preocupações não param por aí. Os agricultores temem a perda de competitividade do arroz gaúcho no Mercosul. Parte do beneficiamento se transferiu para Minas Gerais e São Paulo, que importam arroz do Paraguai, enquanto o produtor do Rio Grande do Sul enfrenta custos tributários mais altos.









































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