Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam alta nos preços do óleo de soja e do feijão na reta final de março. O avanço do valor do óleo de soja acompanha a expectativa de aumento na demanda por biodiesel. O movimento ocorre em meio a discussões sobre a mistura obrigatória do combustível.
As indústrias avaliam possível elevação da mistura de biodiesel de B15 para B16. A medida estava prevista para 1º de março, mas não foi implementada. Esse fator limita uma alta mais intensa no mercado interno. Ainda assim, os preços seguem pressionados pela expectativa de consumo.
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Segundo o Cepea, o óleo bruto e degomado atingiu R$ 6,9 mil por tonelada em São Paulo no dia 24 de março. O valor representa o maior patamar desde 1º de dezembro do ano passado, quando chegou próximo a R$ 7 mil por tonelada.

O cenário reflete ajustes entre oferta e demanda no setor de derivados de soja. O mercado acompanha decisões regulatórias e variações no consumo.
Feijão registra alta com menor oferta e incerteza na safra
O feijão-carioca superou o recorde de fevereiro e mantém trajetória de alta nos preços ao longo de março. De acordo com o Cepea, a valorização ocorre por restrição de oferta. A dificuldade na colheita impacta o volume disponível no mercado.
A redução da área plantada na primeira safra também contribui para a pressão nos preços do produto. A expectativa para a segunda safra influencia o comportamento do mercado. O cenário indica produção mais limitada.
O feijão-carioca de nota 9 ou superior acumula alta de 8,3% em relação a fevereiro de 2026. Na comparação anual, o aumento chega a 34%. No acumulado do primeiro trimestre, a alta atinge 48%. O feijão-preto também registra valorização no período. Os preços subiram 32% no primeiro trimestre deste ano.






































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