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Agronegócio

Onda de calor afeta preços de frutas, hortaliças e legumes

O custo de alguns vegetais chegou a dobrar em consequência das altas temperaturas

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Fazer a feira vai custar mais caro. Foto de Marisol Benitez na Unsplash/Reprodução

O calor dos últimos dias, somado às chuvas intensas, começou a afetar o bolso do consumidor brasileiro que frequenta a feira. Isso porque legumes, hortaliças e frutas já têm preços maiores daqueles de antes da onda de calor. Porém, a qualidade não subiu com os preços, o que pode gerar perdas.

Sol intenso antes das 6h

O vendedor Sílvio Silva explicou ao portal g1 que às 5h30 já está bastante sol e, ao fim do dia, geralmente cai a pancada de chuva, que é seguida por mais um dia de sol e calor intensos. As intempéries prejudicam a produção dos vegetais, o que afeta diretamente os preços que o consumidor tem de pagar pelos alimentos.

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O dobro do preço

A alface do tipo americana, por exemplo, era comercializada a R$ 2,00 no atacado. Porém, a mesma hortaliça passou a custar R$ 4,00, o dobro. Já no varejo, a mesma alface não sai por menos de R$ 9,00.

O motorista Itamar Vieira escolheu levar para casa a alface crespa, cujo preço está mais em conta: R$ 6,00. Ele explica que “compra a quantidade para já utilizar”.

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A onda de calor afetou o preço dos alimentos. Foto de Iñigo De la Maza na Unsplash/Reprodução

Onda de calor

A intensa onda de calor que atinge parte do Brasil já tem impacto sobre os índices da inflação. Isso porque, depois de alguns meses de queda nos preços, no mês de outubro os preços dos alimentos voltaram a registrar aumento. O preço de frutas, verduras e hortaliças ficaram 3% mais caros. Já os preços de legumes e tubérculos subiram 4,5%.

O economista Alberto Ajzental falou ao portal supracitado sobre a inflação dos preços dos alimentos.

“Os gêneros alimentícios funcionavam como uma âncora para que a inflação não subisse. De certa forma, nós estamos perdendo essa âncora. E quem mais sofre com o amento dos preços dos alimentos são justamente as camadas mais populares”.

A autônoma Jovelice Edna de Jesus disse que está de olho na qualidade e nos preços dos alimentos. “Tem de olhar, ver se não está estragada, olhar a validade. Procuro sempre olhar, porque hoje em dia está tudo muito caro”, explicou ela.

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1 comentário
  1. JACQUELINE GUADAGNIN
    JACQUELINE GUADAGNIN

    Questão de 6 meses se ter a explosão de preços dos derivados da soja, feijões, leite, milho, arroz e carne. Aí o povao que gosta de meter o pau no agropecuarista, vai intender para que serve as tais comodities. Governo com políticas erradas com uma pitada de El nino; dupla perfeita perfeita arrebentar as cadeia agrícolas.

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