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Agronegócio

Mega Leilão de gado doa R$ 1,3 mi ao Hospital de Câncer de Mato Grosso

O evento reuniu mais de 800 representantes do agronegócio no centro de eventos Allure Music Hall

O Mega Leilão reuniu mais de 800 representantes do agronegócio no centro de eventos Allure Music Hall, em Cuiabá | Foto: Wirestock/Magnific.com
O Mega Leilão reuniu mais de 800 representantes do agronegócio no centro de eventos Allure Music Hall, em Cuiabá | Foto: Wirestock/Magnific.com

Uma ação beneficente chamou atenção no Mega Leilão Estância Bahia – Edição Cuiabá, realizado no último domingo, 17. O evento reuniu mais de 800 representantes do agronegócio no centro de eventos Allure Music Hall. Blairo Maggi, ex-ministro da Agricultura e ex-governador de Mato Grosso, adquiriu o lote inicial por R$ 1 milhão em benefício do Hospital de Câncer de Mato Grosso (HCan).

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O lote, formado por 32 bezerros, com peso médio de 254 quilos, foi doado pelo pecuarista Renê Barbour, da Fazenda Jauquara, próxima a Barra do Bugres (MT). O objetivo era arrecadar fundos para melhorias e novos equipamentos de radioterapia no HCan. A ação reforça o compromisso do setor com a saúde.

Arrecadação superou expectativas com gesto solidário no Mega Leilão

Depois de vencer o lance, Maggi surpreendeu ao devolver os animais para novo leilão, o que ampliou a arrecadação. Na segunda rodada, a Estância Bahia Leilões arrematou o lote por mais R$ 192 mil, e doações espontâneas somadas durante o evento chegaram a R$ 60 mil. O valor total superou R$ 1,3 milhão para o hospital.

O leiloeiro Maurício Tonhá destacou o esforço coletivo do agronegócio para atingir a meta de R$ 5 milhões em apoio ao hospital. “Hoje o Hospital de Câncer faz mais de 300 mil atendimentos por ano”, disse. “Precisamos muito ajudar.”

A venda expressiva e a liquidez dos negócios demonstraram a valorização do gado magro, em um cenário de recuperação de preços depois de anos difíceis para o setor | Foto: Divulgação/Estância Bahia
A venda expressiva e a liquidez dos negócios demonstraram a valorização do gado magro, em um cenário de recuperação de preços depois de anos difíceis para o setor | Foto: Divulgação/Estância Bahia

Maggi compartilhou uma experiência pessoal com a doença na família. “Tive na minha família uma filha que teve câncer aos 16 anos”, contou. “Sei o sofrimento e a angústia que minha família passou. Eu tinha condições de tratar. Imagino aqueles que não têm condições financeiras para enfrentar isso.”

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O empresário ressaltou a confiança no trabalho do hospital. “Cada centavo que a gente dá ao Hospital do Câncer, a gente está dando para uma pessoa que realmente precisa”, ressaltou. “Ali, o trabalho é sério. O emprego do dinheiro é correto.”

Barbour valorizou a solidariedade do setor. “Se todo mundo doar um pouquinho, acaba juntando muito”, afirmou. “Não existe coisa mais gratificante do que poder ajudar alguém. A gente vem de uma classe [pecuaristas] de coração bom. Tem de ajudar. O que fazemos é o mínimo diante da importância do Hospital do Câncer.”

Evento reúne mais de 20 mil animais

A realização do Mega Leilão, promovido pela Estância Bahia, em Cuiabá, movimentou mais de R$ 85 milhões e reuniu mais de 20 mil animais. O evento atraiu participantes de diferentes Estados e consolidou-se como um dos maiores do setor.

O leilão registrou recorde de presença e superou expectativas. Cerca de 11 mil machos e 8 mil fêmeas foram comercializados em mais de 170 lotes. Animais de reposição, como bezerros, garrotes e bois magros, dominaram as negociações, ao lado de touros nelores e novilhas angus, bastante procurados por investidores do ramo.

Valorização do mercado e confiança entre participantes

A venda expressiva e a liquidez dos negócios demonstraram a valorização do gado magro, em um cenário de recuperação de preços depois de anos difíceis para o setor. O remate contou com mais de 50 vendedores e mais de 70 compradores.

Tonhá atribuiu o sucesso do leilão à trajetória da empresa. “Uma das coisas que mais faz sentido hoje é a pessoa ter segurança no que está fazendo”, disse. “Sempre buscamos entregar exatamente aquilo que estamos falando. O comprador confia, o vendedor confia, e isso faz toda a diferença.”

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Ele também ressaltou a resiliência dos produtores e o impacto das condições internacionais. “Vemos preços recordes ao longo da história”, afirmou. “A pecuária passou anos difíceis, mas o produtor persistiu. Hoje vivemos um bom momento da pecuária brasileira e mundial, fruto do trabalho dos homens e mulheres de botina do Brasil.”

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